Quase 13 mil pessoas inscreveram-se para votar em confinamento

Ao todo, há 12.906 eleitores em confinamento obrigatório, por decisão das autoridades de saúde, e idosos em lares inscritos para que o voto seja recolhido em casa ou no lar.

Quase 13 mil pessoas inscreveram-se para o voto em confinamento nas eleições presidenciais. O Ministério da Administração Interna adianta à TSF que há 12.906 eleitores em confinamento obrigatório, por decisão das autoridades de saúde, e idosos em lares inscritos para que o voto seja recolhido em casa ou no lar.

Na terça e na quarta-feira, as equipas das câmaras municipais e de cada uma das candidaturas, devidamente equipadas e cumprindo as regras da DGS, vão recolher o voto de quem não se pode deslocar para votar.

O prazo para as inscrições terminou no domingo. Só poderiam fazer este pedido os eleitores a quem tenha sido decretado confinamento pelas autoridades de saúde pública até quinta-feira, 14 de janeiro, dez dias antes das presidenciais.

É o que estipula a lei aprovada em outubro, no Parlamento, que regula o direito de voto antecipado para os eleitores que estejam em confinamento obrigatório, devido à pandemia da doença Covid-19, em atos eleitorais e referendários em 2021.

O que quer dizer que quem foi confinado a partir de sexta-feira, seja por estar doente seja por isolamento profilático (devido a um contacto com uma pessoa infetada), já não poderia pedir para votar antecipadamente.

Feito o pedido, equipas municipais, devidamente equipadas e com regras sanitárias estritas, recolherão os votos entre 19 e 20 de janeiro, segundo informação da administração eleitoral.

Pela terceira vez desde 2019, foi possível o voto antecipado. As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de Covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina a 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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