Crise no Governo abre oportunidade ao PSD? "Não vale a pena iludirmo-nos"

Em declarações à TSF, o autarca de Aveiro defendeu a importância de Luís Montenegro assumir "as diferenças do PSD em relação ao Governo" e explorar as "fragilidades" do executivo de António Costa.

Ribau Esteves aconselhou, esta sexta-feira, o PSD a não olhar para a polémica sobre o novo aeroporto de Lisboa "como um bónus" e aconselha a que ninguém se iluda "ao pensar que esta situação criou uma nova e grande oportunidade ao PSD".

"A oportunidade do PSD é fazer um caminho de afirmação da sua capacidade de liderar a oposição em Portugal e, ao mesmo tempo, vá crescendo na sua capacidade como alternativa ao Governo", fundamenta.

Em declarações à TSF, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro considerou a decisão de António Costa de não demitir Pedro Nuno Santos "um preceito de um primeiro-ministro que acabou com a responsabilidade política em Portugal".

"Num país normal, o primeiro-ministro tinha demitido o ministro, num país mais ao menos normal, o ministro tinha-se demitido e, num país governado por socialistas, fica tudo na mesma como ficou", assinala o autarca.

Questionado sobre se o discurso da tomada de posse de Luís Montenegro, o novo líder dos sociais-democratas, pode ser marcado pela questão da polémica sobre o novo aeroporto da capital portuguesa, Ribau Esteves diz que "não". "Aquilo que é importante é que Montenegro assuma o seu discurso como líder da oposição, assuma as diferenças do PSD em relação ao Governo e explore as suas fragilidades", enumera.

Contudo, o autarca aveirense também espera uma linha de acordos com os socialistas, sem esquecer a capitalização, se for necessário, de alguns erros do Governo de maioria absoluta.

O 40.º Congresso do PSD arranca esta sexta-feira, no Porto, com a primeira intervenção de Luís Montenegro e a última de Rui Rio, e ainda com ecos da primeira grande polémica do atual Governo, centrada no futuro aeroporto.

A reunião magna tem arranque marcado para as 21h00 e o primeiro momento forte será o discurso de despedida do ainda presidente Rui Rio, que deverá fazer um balanço dos quatro anos e meio de liderança do partido.

Logo em seguida, o Congresso ouvirá a primeira intervenção de fundo do presidente eleito, Luís Montenegro, que, tradicionalmente, é focada na apresentação da proposta de estratégia global, intitulada "Acreditar".

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