"Regredimos" no PISA. PSD acusa Governo de mascarar resultados

David Justino não concorda com a leitura feita pelo IAVE sobre o relatório de PISA e acredita que os resultados são sobretudo negativos.

David Justino considera que não é verdade que Portugal tenha apresentado melhorias no relatório PISA relativo a 2018. O vice-presidente social-democrata diz ter uma "leitura completamente diferente" da que apresentou o IAVE, a quem acusa de dar mais destaque aos pontos positivos em detrimento dos problemas que persistem.

As contas que David Justino apresenta são de que os 492 pontos em 2018 indicam que "perdemos seis pontos". Em ciência, "também piorámos nove", em matemática, "mantivemos", e a leitura "quebrou em nove pontos".

"Regredimos após anos de crescimento", diz o social-democrata, ouvido por Anselmo Crespo no programa "Almoços Grátis", da TSF. David Justino interpreta estes resultados como um afastamento em relação à média da OCDE.

Além de criticar a análise do Executivo, que "culpou Nuno Crato e anterior Governo", David Justino fez um reparo mais geral à interpretação das desigualdades no desempenho. Na perspetiva do vice-presidente do PSD," não é verdade que sejam os miúdos mais pobres a ter os piores resultados".

"Transformou-se isto numa coisa entre pessoas mais ricas e mais pobres", apontou o vice-presidente do PSD.

O que acontece, segundo a leitura de David Justino, é que os pais com mais rendimentos terão também mais habilitações e, por conseguinte, mais formas de ajudar os filhos no seu percurso escolar.

Para Carlos César, o que é de salientar é a "tendência de crescimento" que Portugal apresenta, com números na leitura, por exemplo, "ao nível da França e Alemanha". O socialista defende que as piorias são residuais e que a diferenciação entre as escolas públicas e privadas não tem a relevância que se pensava, apesar de admitir que ainda "temos problemas grandes para resolver".

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