Renúncia de Sérgio Figueiredo a cargo nas Finanças é "desfecho natural"

Na ótica de João Dias Coelho "trata-se de um desfecho natural face a uma decisão baseada em critérios discutíveis".

O PCP considerou esta quarta-feira que a renúncia do antigo diretor de informação da TVI ao cargo de consultor do ministro das Finanças foi o "desfecho natural" para uma decisão da tutela baseada em "critérios discutíveis".

"Ele lá saberá", reagiu o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP João Dias Coelho, depois de ser questionado pelos jornalistas sobre a renúncia de Sérgio Figueiredo, durante uma conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

Na ótica do dirigente comunista, "trata-se de um desfecho natural face a uma decisão baseada em critérios discutíveis, pela forma e pelo conteúdo".

Sérgio Figueiredo renunciou ao cargo de consultor do ministro das Finanças, Fernando Medina, decisão que comunicou através de um texto publicado hoje no Jornal de Negócios.

"Para mim chega! Sou a partir deste momento o ex-futuro consultor do ministro das Finanças. Sossego as almas mais sobressaltadas de que não cheguei a receber um cêntimo, sequer formalizei o contrato que desde a semana passada esperava pela minha assinatura", pode ler-se num texto assinado pelo antigo diretor de informação da TVI.

O jornal Público noticiou em 09 de agosto que o Ministério das Finanças tinha contratado Sérgio Figueiredo, que também foi administrador da Fundação EDP, como consultor estratégico para fazer a avaliação e monitorização do impacto das políticas públicas, escolha que motivou críticas de partidos políticos e comentadores.

Num comunicado enviado às redações, Fernando Medina lamentou "não poder contar com o valioso contributo de Sérgio Figueiredo ao serviço do interesse público", e disse compreender "muito bem as razões que a motivaram".

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