"Reserva faz parte", mas Marcelo diz que Putin e Guterres reúnem-se em "corrida contra o tempo"

Presidente português assinala o encontro como uma iniciativa "importante, urgente e fundamental" para tentar que o conflito não se prolongue.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou esta terça-feira que a reunião entre o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acontece numa "corrida contra o tempo" e contra as consequências económicas do conflito na Ucrânia.

Em Málaga, onde inaugurou uma retrospetiva da pintora portuguesa Paula Rego no Museu Picasso, o chefe de Estado assinalou que "ninguém pode apurar exatamente o que são as conclusões" da reunião entre Putin Guterres porque "faz parte da diplomacia haver uma reserva".

Ainda assim, realçou, o passo dado com esta reunião "continua importante, urgente e fundamental", por ser do líder da ONU e por acontecer num momento "em se tem a noção de que a situação, ou tende a melhorar, ou pode agravar-se, e porque é uma corrida contra o tempo" que todos gostariam "que fosse ganha não prolongando uma guerra" com custos para os ucranianos, a Europa, o mundo e os portugueses.

Questionado também sobre os apoios que pediu, no seu discurso do 25 de Abril, para as Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que os portugueses as viram em ação "na pandemia e nos fogos", mas também "em partes fundamentais da Europa a ajudar à paz".

"Viver em guerra faz com que as pessoas pensem um bocadinho, porque está a custar na sua vida, não se passa lá longe", sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa celebrou também a luz verde europeia para um travão nos preços da energia em Portugal e Espanha como "uma grande notícia" e uma "ajuda muito grande para esta situação de aperto, num sinal de solidariedade europeia".

"Tenho de admitir, é um triunfo da diplomacia portuguesa e espanhola", reconheceu o chefe de Estado, que sublinha que a colaboração ibérica "não é um caso isolado, mas uma escolha política dos governos". Os países "ganham os dois" em aliar-se estrategicamente, reconheceu.

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