Reservas de lítio a céu aberto "não fazem sentido em Portugal"

Entre os objetivos para estas eleições, o PAN tem como objetivo a eleição de um deputado por Setúbal.

A posição do PAN no que toca à aposta no lítio é clara. O partido defende que as reservas a céu aberto não fazem sentido em Portugal.

"Se olharmos para as reservas de lítio que estão identificadas em Portugal vemos que não são competitivas com as de outros países que têm, de facto, reservas muito superiores. A dita fileira do lítio não é assim tão atrativa, em termos financeiros e de competitividade, como nos estão a vender. Por outro lado, não nos podemos esquecer, e é isso que temos no nosso programa, que não faz qualquer sentido estarmos a permitir explorações a céu aberto, em áreas protegidas", explicou Inês Sousa Real no Fórum TSF.

Para estas eleições legislativas, o PAN tem como objetivo a eleição de um deputado por Setúbal. Em 2019 o partido elegeu Cristina Rodrigues naquele distrito, mas a deputada acabou por sair do partido e continuou no Parlamento como deputada não inscrita. Agora, a porta-voz do partido Pessoas Animais e Natureza diz que tem um objetivo bem definido.

"Evidentemente que as expectativas de qualquer partido que concorre é manter aquela que é a sua representação ganhando também novas geografias. Temos também um objetivo muito particular, que é retomar o lugar de Setúbal, que era um lugar do PAN e que conquistámos na Assembleia da República em 2019, mas gostaríamos muito que as causas fundamentais que o PAN tem levado até à Assembleia da República pudessem ganhar voz noutras áreas do país", revelou a porta-voz do PAN.

Inês Sousa Real foi ainda questionada sobre a a estratégia do Governo em relação à floresta. Uma estratégia que a porta-voz do PAN chumba.

"Estamos a falhar redondamente. Aliás, o PAN apresentou já na Assembleia da República, por mais do que uma vez, uma iniciativa que visava reconverter os apoios que hoje são dados à floresta, nomeadamente ao eucalipto, para a floresta autóctone. Hoje em dia é mais benéfico estarmos a plantar eucaliptos do que estarmos a plantar carvalhos e pinheiros", acrescentou Inês Sousa Real.

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