"Responsabilidade" e política "sem ataques pessoais". Partidos reagem à sondagem

Os partidos desvalorizam as sondagens, mas comentam os resultados. As forças de direita acreditam que ainda há "margem para crescer". Já o Partido Socialista remete-se ao silêncio.

Da ala esquerda à direita, todas as forças políticas reagiram, durante o Fórum TSF, às sondagens divulgadas esta manhã pela Pitagórica, à exceção do Partido Socialista, que preferiu o silêncio. José Silvano, do PSD, diz não valorizar os estudos realizados antes da ida às urnas, mas acredita que o PSD vai ganhar força no período pré-eleitoral, na campanha.

"Penso que este estudo começa a dar mais força, e o que sair depois deste mais força ainda dará, porque serão sondagens de depois de começar o período pré-eleitoral a sério, onde os líderes, nos debates, falam diretamente com os portugueses, apresentam as suas propostas e contrariam as dos outros", argumenta o secretário-geral do PSD, que assevera ainda: "O PSD vai subir, estamos convictos disso."

De acordo com José Silvano, os sociais-democratas está a lutar pela vitória. "O PSD luta sempre para vencer as eleições, e eu penso que a maioria absoluta do PS só existe de acordo com as sondagens e os comentadores políticos. Nós vamos demonstrar isso no dia 6 de outubro", afirma o secretário-geral do partido.

Rui Tavares, fundador e dirigente do Livre, está também confiante, e acredita que o Livre vai eleger deputados, até porque é um partido que não tem tanta rejeição como outros mais pequenos. "Este é um resultado nacional em torno de 1%, o que dá, nos círculos eleitorais de Lisboa e Porto, os maiores, a possibilidade franca de eleger."

O historiador salienta que o Livre é o "segundo partido com menos rejeição por parte dos eleitores em Portugal", o que lhe poderá conferir uma vantagem estratégica.

João Almeida, deputado e porta-voz do CDS, reage aos resultados com a convicção de que o CDS ainda subirá nas intenções de voto: "Uma tendência que costuma acontecer com o CDS nestes períodos eleitorais é as sondagens iniciais serem mais baixas, e, depois, a melhor sondagem ser o dia das eleições."

"Procuramos esclarecer os cidadãos. A nossa líder fê-lo durante os debates também, apresentando as propostas do CDS e confrontando-as com as dos outros partidos", defende, sobre os objetivos da campanha. João Almeida conta, portanto, que a "intenção de voto no CDS vá subindo até ao dia das eleições".

Já André Silva, do PAN, sublinha que esta sondagem da Pitagórica mostra que os eleitores continuam a confiar no partido, e que este deverá crescer e ter mais responsabilidade depois de 6 de outubro. "Durante estes quatro anos, temos vindo a trabalhar para demonstrar às pessoas que somos um partido responsável e que podemos fazer mais. O que temos estado a fazer é informar e fazer política de forma construtiva, sem ataques pessoais, dizendo quais são as nossas propostas, a nossa visão para o país."

Na perspetiva de André Silva, o caminho que o partido tem traçado leva os eleitores a confiar "que temos mais responsabilidade e que podem confiar em nós".

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, olha para estes números como um fortalecimento da posição do Bloco de Esquerda enquanto terceira força política, o que também significa mais trabalho e responsabilidade. "Dá-nos alguma confiança, mas exige-nos muita responsabilidade", admite.

Além disso, a sondagem "demonstra que há um espaço eleitoral que está satisfeito com o que o Bloco de Esquerda fez, com a capacidade que teve para influenciar as decisões que tiveram uma repercussão mais positiva nas pessoas", de acordo com o líder parlamentar.

O representante do Bloco explica também que o partido se sente na "obrigação de serem ainda mais determinantes na vida política nacional", mas apela ao voto no BE para continuar o trabalho iniciado com a geringonça: "Só com essa força nas urnas, podemos ter essa voz mais forte em qualquer mesa de negociações ou Parlamento."

Vasco Cardoso, da comissão política do PCP, assegura que o caminho do Partido Comunista está em aberto e que existe um reconhecimento dos portugueses pelo caminho feito nos últimos quatro anos. "Os caminhos de reforço da CDU estão neste momento em aberto, e estamos a construir o nosso resultado, numa campanha muito marcada pelo contacto direto com as populações, prestando contas sobre o que andámos a fazer ao longo destes últimos quatro anos."

"Nós temos a perceção de que há um reconhecimento de grande parte da população quanto ao papel que a CDU teve nos últimos quatro anos, e que foi determinante para impedir um Governo CDS/PSD e para permitir avanços", adiantou.

Bruno Ferreira da Costa, cabeça de lista no Porto pelo Aliança, frisou que os números são motivadores, e mostram que o Aliança tem margem para crescer. "O partido Aliança não se rege por sondagens, mas estes são números motivadores e que garantem de forma sustentável uma presença do partido Aliança nas sondagens, nos diversos inquéritos."

"Dos novos partidos ou forças políticas, o Aliança é aquele que surge de forma regular nestes estudos de opinião, com a possibilidade de eleger um grupo parlamentar, nomeadamente nos principais círculos eleitorais", conclui Bruno Ferreira da Costa.

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