Ricardo Rodrigues explica furto de gravadores a jornalistas

O vice-presidente da bancada do PS justifica ter «irreflectidamente» furtado dois gravadores de jornalistas da revista Sábado por ter sido sujeito «a violência psicológica» durante uma entrevista.

Durante uma entrevista da Sábado ao vice-presidente da bancada parlamentar do PS, os jornalistas da revista faziam perguntas sobre o processo de pedofilia nos Açores, ao qual o deputado esteve associado e que nunca chegou à Justiça.

Além disso, foi ainda abordado um processo de burla qualificada e falsificação de documentos em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, que remonta ao final da década de 90 e em que o nome de Ricardo Rodrigues aparece associado.

Por considerar as questões «inquisitórias e persecutórias», Ricardo Rodrigues levantou-se num impulso e meteu nos bolsos das calças os dois gravadores dos jornalistas.

«Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje estão apensos à providência cautelar que corre termos no Tribunal Cível de Lisboa», justificou Ricardo Rodrigues.

O vice-presidente da bancada do PS declarou ainda que, ao interpôr a providência cautelar em relação à revista Sábado, procurou fazer valer os seus direitos em defesa da honra.

«Procurei assim afirmar e fazer valer os meus direitos, uma vez que nunca tendo sido acusado nem julgado por nenhum tribunal, não aceitarei ser agora julgado por jornalistas deste tipo, que felizmente, são excepção na sua classe profissional», justificou.

O vice-presidente da bancada socialista fez esta declaração na Assembleia da República, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, e à qual assistiu o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, e os deputados Sérgio Sousa Pinto e Ana Catarina Mendes.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados