Rio deixa Ventura a falar sozinho sobre "alternativa de direita" e lembra que eleições só em 2023

André Ventura pediu "uma alternativa de direita", mas Rio só pensa em alternativas ao Governo em 2023.

Apesar do repto lançado por André Ventura, que pediu convergência à direita para construir uma "alternativa de Governo", Rui Rio recusou comentar as palavras do líder do Chega. No final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, o líder do PSD lembrou, no entanto, que novas eleições só em 2023, e garantiu não ter recebido qualquer carta a apelar ao diálogo.

"Não sei que debate pode configurar a discussão de uma alternativa à direita. Falei com o Presidente da República sobre o panorama político em geral, não sobre a construção de uma alternativa à direita. Nem à direita, nem à esquerda. Se tudo for normal, acontecerá em 2023, quando houver eleições legislativas", apontou.

E até lá "vai acontecer muita coisa", sublinhou Rui Rio, que deu a sua opinião sobre as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que num encontro com empresários pediu políticos mais influentes. Apesar de o assunto não ter sido discuto na reunião de cerca de uma hora no Palácio de Belém, o líder do PSD explicou que, na sua opinião, "não há défice na oposição".

"O Presidente da República pretenderá que as associações patronais sejam mais interventivas na defesa dos seus interesses. Relativamente aos partidos políticos, até acho que podem ser acutilantes demais, quando estão a dizer mal de tudo permanentemente. Na minha ótica, não há défice de oposição ao Governo", entende.

Sobre o Orçamento do Estado, Rui Rio diz que a posição do PSD é de independência, e lembra as palavras do primeiro-ministro que garantiu demitir-se se precisasse dos votos da direita para aprovar o documento.

O presidente do PSD criticou ainda as propostas de PCP e Bloco de Esquerda nas negociações com o Governo: "É um diálogo entre o PCP, o Bloco de Esquerda e o PS, o que é grave. Nunca sabem se é a última negociação, tendem a exigir tudo e mais alguma coisa dentro do Orçamento e fora dele".

Rui Rio dá o exemplo da "exigência" de alteração à lei laboral, "que é grave", numa altura em que "relançamento económico exige flexibilidade para que os empresários não tenham medo de investir".

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