Rio espera que Guterres consiga o que "ainda ninguém conseguiu"

Presidente do PSD admitiu não saber se seria melhor ir primeiro à Ucrânia e depois à Rússia.

O presidente do PSD considerou este domingo importante que o secretário-geral da ONU vá a Moscovo e a Kiev e consiga "ser uma ponte" e fazer parar a guerra entre Rússia e Ucrânia, o que "ainda ninguém conseguiu".

Rui Rio falava aos jornalistas durante a visita à feira agropecuária Ovibeja, em Beja, onde foi questionado sobre as críticas feitas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), considerando "ilógica" a decisão de António Guterres de se deslocar primeiro a Moscovo e dois dias depois a Kiev.

"Não sei se pontualmente poderia ser melhor primeiro num lado ou depois no outro. Eu, sinceramente, aquilo que entendo que é importante é que o secretário-geral da ONU vá aos dois lados e consiga ser uma ponte, [o] que está muito difícil", defendeu.

"Já houve momentos em que parecia mais fácil, agora parece outra vez mais difícil", frisou, referindo esperar que "o secretário-geral da ONU, que ainda não tinha tido assim uma iniciativa tão visível" em relação ao conflito, "consiga", com as visitas, "primeiro na Rússia ou primeiro na Ucrânia, isso não é relevante", "fazer aquilo que ainda ninguém conseguiu".

O líder do PSD foi também confrontado pelos jornalistas com a reação às críticas de Zelensky a Guterres do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que, antes e também durante uma visita que está a fazer hoje à Ovibeja, argumentou que o secretário-geral da ONU seria "sempre preso por ter cão" e "por não ter".

"Se o Presidente da República diz isso, eu, por maioria de razão, direi o mesmo. Essa de ser preso por ter cão e preso por não ter tem sido a minha vida. Tudo o que faço é preso por ter cão e por não ter, portanto, compreendo como ninguém esta situação, quando pinta de preto, querem branco, quando pinta de branco, querem preto", afirmou.

Rui Rio cruzou-se na Ovibeja com o Presidente da República, que interrompeu a sua participação numa demonstração de cozinha para cumprimentar o líder do PSD.

"Tudo fino? Em grande forma? Prazer em vê-lo. Obrigado por tudo", disse Marcelo Rebelo de Sousa a Rui Rio, que está na reta final do mandato como presidente do PSD e retribuiu o agradecimento, dizendo também: "Obrigado".

Aproveitando a visita à feira agropecuária, o líder do PSD disse que o facto de a idade média dos agricultores portugueses "estar acima dos 60 anos" é o que "mais" o "preocupa" na agricultura portuguesa e que deveria "preocupar todos particularmente o Governo".

"Quando um setor não tem jovens ou tem muito poucos jovens, esse setor não tem futuro", alertou, defendendo que "a primeira prioridade" para a agricultura portuguesa tem de ser urgentemente ter mecanismos que sejam atrativos" para os jovens.

"Em termos de futuro da agricultura portuguesa, aquilo que deve presidir aos incentivos que o Governo deve dar, do ponto de vista estrutural, tem de ser a captação de jovens para esta atividade, porque, sem isso, não há futuro nenhum" no setor, rematou.

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