Rio quer que o Governo coloque o SNS a funcionar "no mínimo razoavelmente"

Na mensagem de Natal o primeiro-ministro expressou "a determinação do Governo em reforçar a capacidade de resposta de proximidade do SNS".

O líder do PSD, Rui Rio, registou com agrado os problemas identificados pelo primeiro-ministro no funcionamento do Serviço Nacional de Saúde e espera agora que António Costa resolva os problemas do setor, para que este passe a funcionar "no mínimo razoavelmente".

Na mensagem de Natal, gravada na recém-inaugurada Unidade de Saúde Familiar (USF) do Areeiro, em Lisboa, e divulgada na quarta-feira à noite, o primeiro-ministro expressou "a determinação do Governo em reforçar a capacidade de resposta de proximidade do SNS", prometendo atacar a sua "crónica suborçamentação" e eliminar de forma faseada taxas moderadoras.

Questionado esta noite pelos jornalistas, em Viseu, à entrada de uma sessão de esclarecimentos com militantes, na corrida à liderança do partido, Rui Rio disse que lhe pareceu que o chefe de Governo "compreendeu todas as críticas que ao longo do tempo" foram apontadas ao SNS e que na opinião do presidente do PSD foi gerido desde 2016 de forma "catastrófica".

"Significa que ele tem noção que fez mal. Agora promete fazer melhor, está no seu papel, resta saber se depois de tanta coisa mal, consegue emendar o suficiente para voltarmos a ter um SNS que funcione no mínimo razoavelmente, já não digo bem", defendeu.

Já na sessão com militantes, Rui Rio insistiu por três numa ideia que o acompanha desde a campanha das legislativas, mas agora num tom "mais à bruta". Garantiu que se recandidata ao cargo de líder social-democrata "não pelo PSD", mas por Portugal.

"Sempre que à minha frente estiverem duas opções: uma que serve Portugal e outra que serve os interesses táticos do PSD, eu opto pela que serve Portugal", argumentou.

Para os próximos dois anos, Rio traçou como objetivos estratégicos as próximas eleições autárquicos, a abertura do partido à sociedade e a construção de uma oposição credível ao Governo.

"Compete-nos a nós construir essa credibilidade junto das pessoas. Aquilo que nós fizemos nestes últimos dois anos não foi isso. Um partido que está sempre em convulsões, no bota a baixo, a destruir a direção nacional e a tentar deitar o líder abaixo, é um partido que perante a sociedade não oferece confiança", afirmou, acrescentando que mesmo que se goste do líder, haverá "sempre um português que diz: mas ele nem a casa dele consegue arrumar, como é que vai arrumar o país? Não é possível", declarou, em jeito de crítica aos adversários na corrida à presidência do partido.

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