Rio rejeita "ideia de que PSD está a definhar" e a caminhar "para a irrelevância política"

Rui Rio deixou ainda críticas ao Governo, que está em terreno fértil para "crises sociais" e "fortalecimento" de políticas mais extremistas.

Na hora da despedida, Rui Rio criticou quem tenta convencer a opinião pública de que "o PSD está a definhar", falando em "mimetismo de fraca criatividade". Antes de ouvir Luís Montenegro, no congresso do PSD, o agora antigo líder do partido considerou que deixa a política "sem truques e sem dramas".

"Infelizmente, o populismo não é um exclusivo das forças extremistas, nem do mimetismo que caracteriza a maior parte da opinião pública", acrescentando que um partido que lidera as duas regiões autónomas e preside 113 câmaras não está a "caminho da irrelevância política".

Rio, que vai deixar a vida política, garante que "passa o testemunho sem desprendimento" e com "respeito a quem em nós confiou", numa saída que foi preparada "sem dramas e sem truques".

"Em nome de Portugal, espero que o PSD prossiga como sempre prosseguiu e vença como sempre venceu. Cá estaremos todos para ter esperança e para acreditar que assim continuará a acontecer", atirou, numa referência ao lema da candidatura de Luís Montenegro.

Sobre o Governo socialista, Rui Rio diz que "Portugal se preparou mal para um cenário de adversidade", dado o "elevadíssimo" endividamento do "Estado, das empresas e das famílias". Preocupado também com a inflação em níveis "de há 30 anos", Rio alerta que este é terreno fértil para "crises sociais" e "fortalecimento" de políticas mais extremistas.

Rio acredita que, sem uma "política reformista", o país "continuará a definhar", independentemente de quem governe, deixando uma crítica a quem contrata "técnicos de marketing a peso de ouro" para "mandarem repetir o que o eleitor quer ouvir".

"Os fracos níveis de produtividade, para os quais este Governo nunca foi capaz de desenhar uma estratégia de ação consequente, acrescidos de descapitalização da economia e da baixíssima, taxa de poupança nacional", acrescentou.

O antigo líder do partido afirma que "quanto mais tempo passa, maior é o enquistamento e a força da teia de interesses individuais".

Para a despedida, Rui Rio deixou ainda votos para que Luís Montenegro "consiga construir uma alternativa social-democrata ao Governo do PS que, como já se adivinhava e como o PSD sempre disse, está a conduzir Portugal para um patamar de atraso e ineficácia".

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