Austeridade? Temos de nos preparar para o "pior cenário"

O líder do PSD acredita que economia não resistirá a uma nova vaga de Covid-19.

O presidente do PSD elogiou a resposta do regime democrático à crise sanitária, na primeira comemoração "condicionada" do 25 de Abril, mas alertou para os perigos de uma segunda vaga para a saúde e economia nacionais.

Na sua intervenção na sessão solene do 25 de Abril, Rui Rio apontou que, pela primeira vez, esta data é comemorada em Portugal "com a liberdade condicionada", com reflexos na cerimónia na Assembleia da República, com muito menos pessoas do que o habitual, quer de deputados, quer de convidados.

"Mas aquilo que, à primeira vista, pode parecer negativo, é no fundo um exemplo positivo do próprio regime democrático; que, sem complexos, mostrou ser capaz de responder com a legalidade constitucional, perante uma ameaça séria à nossa saúde coletiva", afirmou.

O líder do PSD sublinhou que "Portugal não tem a democracia suspensa", pelo contrário.

"Tem a democracia bem presente, ao demonstrar que ela encerra, em si mesma, mecanismos de funcionamento capazes de responder com eficácia a uma circunstância única e absolutamente excecional", disse, considerando que "teria sido dramático se, por cobardia ou complexos de ordem ideológica", o estado de emergência não tivesse sido aprovado.

Rui Rio alertou que, se o país vive atualmente um período "muito difícil" do ponto de vista sanitário, Portugal não está livre de uma segunda onda da pandemia "daqui por poucos meses".

"Impõe-se, por isso, que o país se prepare para esta eventualidade, porque a economia portuguesa não resistirá a uma nova paragem idêntica àquela que estamos a viver", defendeu.

E deixou um aviso: "As falhas que da primeira vez existiram não poderão ser repetidas".

"O Partido Socialista e os partidos da maioria parlamentar que apoiam o Governo têm garantido que, com eles, não haverá qualquer tipo de austeridade. É uma notícia que, seguramente, a todos agrada, mas tal otimismo não pode ser impeditivo de nos prepararmos para o pior cenário, pois, tal como o povo nos ensina, 'mais vale prevenir do que remediar', acrescentou.

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