Rui Rio quer reduzir IRS, IRC e IMI. Consulte o programa eleitoral do PSD

A diminuição da carga fiscal dos contribuintes foi a grande bandeira de Rui Rio na apresentação do programa eleitoral do PSD.

O PSD quer diminuir a carga fiscal sobre as pessoas e as empresas ao longo da próxima legislatura. O presidente do partido, Rui Rio, afirma que se for eleito e formar Governo vai reduzir o IRS, o IRC, o IMI e ainda promete reduzir o IVA da restauração nos primeiros dois orçamentos.

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"Em 2026 teremos mais 17,3 mil milhões de euros do que neste momento. Em que é que vamos aplicar isto? Vamos aplicar 11,5% em redução de impostos, 23% em redução do défice e 65% em aumento da despesa público. Se não for assim não há aumentos para os funcionários públicos, não há aumentos das reformas, não há nada", explicou Rui Rio na apresentação do programa eleitoral do PSD para as legislativas de 30 de janeiro.

Começando pelo IRS, o presidente social-democrata espera reduzir a receita do IRS em 400 milhões de euros em 2025 e outros 400 milhões de euros em 2026. Destes, "350 milhões de euros serão para rendimentos até 60 mil euros e 50 milhões para rendimentos de 60 até 100 mil euros", revela.

Mas antes, Rui Rio irá reduzir o imposto sobre os rendimentos das empresas. "Vamos reduzir a taxa de IRC que é de 21% será reduzida em 2% no primeiro ano e no ano seguinte em mais 2%. De 21% para 19% e de 19% para 17%. A taxa de IRC reduzida, que se aplica a lucros até 25 mil euros será reduzida de 17% para 13%. E o plafond de 25 mil euros será alargado de 25 mil euros para 100 mil euros para as empresas do interior", garante.

Entre as promessas orçamentais de Rui Rio também estão os restaurantes. O líder do PSD quer reduzir "o IVA da restauração para 6% nos primeiros dois orçamentos para ajuda e apoio daquilo que tem sofrido no quadro da pandemia".

Por fim, as previsões de Rui Rio atingem o IMI. "Vamos reduzir a taxa inferior de IMI de 0,3% para 0,25%. Quer dizer que as câmaras financeiramente bem geridas vão poder baixar um pouco mais os impostos que cobram aos seus munícipes. Para os que gerem mal, isto não lhes servirá para nada", afirma.

Com esta redução de impostos, Rui Rio assegura que, se for eleito e formar Governo, "nos quatro anos somados, os contribuintes vão pagar menos 5,6 mil milhões de euros".

Assim, o líder do PSD quer ter "uma economia capaz de garantir melhores empregos e melhores salários". Nessa perspetiva, o país terá de olhar primeiro para a oferta e só depois para a procura: "O consumo é aquilo que queremos atingir, mas o motor do consumo tem de ser o produto."

"Não vamos fazer nenhum terramoto. Vamos fazer reformas", atira Rui Rio e lembra que "fomos ultrapassados por 11 países na UE em relação ao PIB per capita, alguns países pobres que entraram depois de nós".

O presidente do PSD também considera que nos últimos anos, os sociais-democratas governaram "sete anos, mas quatro foram indiretamente ligados ao PS, porque quem governou foi a Troika", atirando as culpas para o anterior governo socialista.

A frase mais dita por Rui Rio também é um ataque ao Partido Socialista e ao Governo de António Costa: "Isto é facilitismo e não é rigor."

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