Rui Rio rejeita regresso a "medidas mais pesadas"

Líder social-democrata assinala que os pontos essenciais das próximas medidas serão a manutenção do uso de máscara e a exigência de certificado de vacinação e teste negativo em situações de aglomeração.

O líder do PSD, Rui Rio, defendeu esta quarta-feira que é preciso fazer tudo para proteger a população da evolução da pandemia sem voltar a situações de confinamento ou fecho da economia, rejeitando "medidas mais pesadas" neste momento.

No final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, - que termina hoje a ronda pelos partidos com assento parlamentar devido à evolução da pandemia de Covid-19 - Rui Rio defendeu não serem necessárias "medidas que entravem o andamento normal da economia" nem sequer medidas "mais pesadas e mais em força".

"No fundo, a equação é fazer tudo aquilo que é necessário fazer para proteger a população, sem chegarmos ao ponto a que se chegou no passado, confinamentos e de fechos de determinados negócios. Neste momento não parece necessário", afirmou.

Segundo o líder social-democrata, "após a reunião com o Governo aquilo que parece razoavelmente sensato e mais ou menos consensual na sociedade portuguesa" é, em primeiro lugar, a "necessidade de o Governo voltar a instalar todos os centros de vacinação necessários" para cumprir a terceira dose na população portuguesa.

"Continuar com o uso de máscara, particularmente em recintos onde estejam mais pessoas e exigir, em sítios onde haja uma aglomeração de pessoas, o certificado de vacinação e um teste", sintetizou como sendo os pontos essenciais destas medidas.

Próximo Governo pode "repensar" extinção do SEF

O líder do PSD falou também sobre o adiamento da extinção do SEF, assinalando que o Governo que venha a sair das legislativas de 30 de janeiro poderá "repensar a situação" dessa autoridade.

"Parece-me positivo, independentemente da avaliação negativa que possamos fazer sobre a necessidade de adiar", um ponto que assinala como "de fraqueza para o Governo".

Os sociais-democratas entendem que o SEF "não deve ser extinto", pelo que o adiamento por seis meses é "positivo" do ponto de vista do partido.

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