Salvador Malheiro lamenta situação com PSD Madeira, mas desvaloriza votos dos militantes madeirenses

O diretor de campanha de Rui Rio critica o facto de os militantes do PSD Madeira estarem impedidos de votar na segunda volta das eleições para a presidência do partido, mas considera que os votos madeirenses não alterariam o resultado final.

A direção de campanha de Rui Rio lamenta que os militantes do PSD Madeira não possam votar para escolher o próximo presidente do partido. O PSD Madeira decidiu boicotar a segunda volta das eleições para a presidência do PSD - uma escolha que a candidatura de Rui Rio classifica como legítima, mas lamentável.

O PSD Madeira declarou que os militantes madeirenses não irão votar na segunda volta das eleições - que opõem o atual líder social-democrata, Rui Rio, ao antigo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro - depois de, na primeira volta do sufrágio, os votos vindos desta região autónoma não terem sido contabilizados na sequência de um diferendo com o conselho de jurisdição do partido devido ao pagamento de quotas.

Os sociais-democratas madeirenses defendem que uma nova votação seria humilhante para os militantes desta região, depois de os seus votos terem sido renegados no primeiro momento da votação.

Em declarações à TSF, Salvador Malheiro, diretor de campanha de Rui Rio, afirmou que a decisão do PSD Madeira "é perfeitamente legítima", mas critica o facto de os militantes que têm as quotas em ordem não poderem exercer o seu direito ao voto.

"É uma questão que está do lado deles, cada um toma as suas decisões. O que não achei correto foi o facto de mais de cem militantes que estavam em condições de votar na primeira volta, com esta tomada de posição do PSD Madeira, ficarem impedidos de votar", referiu.

Salvador Malheiro acrescentou ainda que o assunto será discutido no Conselho de Jurisdição Nacional do PSD e que "em boa hora haverá uma decisão" sobre o caso.

O adversário de Rui Rio na corrida à presidência do partido, Luís Montenegro, já veio declarar publicamente que este caso está a manchar as eleições internas do PSD e questionou até que ponto os votos da Madeira poderiam contribuir para um desfecho diferente nos resultados eleitorais.

No entanto, ouvido pela TSF, o diretor de campanha de Rui Rio desvalorizou o peso da votação na Região Autónoma da Madeira.

"É evidente [que a votação da Madeira não teria peso nesta eleição]", comentou Salvador Malheiro. "Percebe-se o intuito de criar aqui alguma confusão, por parte da outra candidatura [de Luís Montenegro], mas o que é certo é que todos nós sabemos que na Madeira apenas cento e poucos militantes estariam em condições de votar", alegou.

"Aquilo que defendo e que todos deveriam defender é que não devem existir regras diferentes, no âmbito da regularização de quotas, consoante a localização do militante. Ou seja, as regras do jogo na Madeira têm que ser as mesmas [das restantes regiões do país]. Não devemos ter tratamentos diferenciados", concluiu.

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