Santos Silva acredita em consenso para adiamento do Brexit

Augusto Santos Silva diz acreditar no consenso por parte dos 27 estados membro para o adiamento do Brexit. O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirma que a prioridade "é evitar uma saída caótica do Reino Unido".

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, disse acreditar que os 27 vão chegar a um consenso sobre o adiamento do Brexit, porque a saída ordenada é "um interesse maior" de todas as partes.

"Eu creio que vamos chegar a um consenso e o consenso vai permitir-nos avançar naquilo que, do ponto de vista português, é sempre o objetivo número um, que é evitar uma saída caótica do Reino Unido da União Europeia (UE)", disse Santos Silva, contactado telefonicamente pela Lusa.

"Parece-me ser o interesse maior quer do Reino Unido, quer da UE, quer certamente de Portugal", acrescentou, frisando que "uma extensão técnica" até 31 de janeiro permite "evitar uma saída não-ordenada" do Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu no sábado à UE um prolongamento da data de saída de 31 de outubro, mas fê-lo, segundo explicou, contra a sua vontade e por mera obrigação legal.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou na noite de terça-feira que recomendará aos 27 que aceitem o pedido de adiamento do 'Brexit' até 31 de janeiro, apresentado no sábado pelo primeiro-ministro britânico.

Uma extensão do Artigo 50.º do Tratado da UE exige o consenso dos 27 Estados-membros.

Augusto Santos Silva falou à Lusa a partir de Oslo, onde esteve hoje para participar na conferência "Our Ocean", onde interveio sobre a preparação da Conferência da ONU sobre Oceanos, que se realiza em Lisboa de 2 a 6 de junho.

O ministro reuniu-se em Oslo com a homóloga norueguesa, Ine Eriksen Soreide, com quem abordou nomeadamente "a necessidade de reforçar o eixo atlântico da Europa no cenário pós-'Brexit'".

"É muito importante para países como Portugal e a Noruega que a saída do Reino Unido da UE não desequilibre esta balança que existe, e é muito importante que exista, entre digamos a força continental e a força marítima na Europa", afirmou.

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