Santos Silva fala em oposição "monotemática" e pede estabilidade governativa à esquerda

O ministro dos Negócios Estrangeiros acusa a oposição de ser "preguiçosa" e de não apresentar alternativas para o país.

Augusto Santos Silva encerrou o debate sobre o Estado da Nação, com críticas à oposição, e pedindo estabilidade governativa aos partidos de esquerda. O Ministro dos Negócios Estrangeiros critica uma oposição "sem alternativas políticas" e que se mostra preguiçosa na defesa dos interesses nacionais.

O governante começou por destacar a resiliência da Administração Pública para que fossem garantidas as atividades da saúde, da educação e de outras instituições, e saúda-a. O ministro garante que defender a Administração Pública é essencial e que este momento o demonstra.

Santos Silva assegurou que a Europa e Portugal conseguiram evitar a adoção de estratégias antigas, aplicadas na anterior crise. O governante considera que tal pode causar "estranheza" aos que defenderiam a destruição dos serviços e dos empregos.

A linha de conduta do Governo é agir reformando e para mudar, sublinha Santos Silva, lembrando a política europeia também de emissão coletiva de dívida. Os vértices da reforma assentam, como tem vindo a sustentar o Governo, no combate às alterações climáticas e transição verde e digital.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros manifestou-se, então, contra as propostas do PSD e acusou a oposição de ser "preguiçosa" e de não apresentar alternativas políticas.

"O maior partido da Oposição mostra-se coerente em dois pontos críticos do equilíbrio constitucional: Um é o desejo de reduzir perdas eleitorais através da mudança ad hoc do sistema eleitoral e à custa da representação dos pequenos partidos e das regiões de baixa densidade; o outro é a permanente fixação em pôr em causa a independência do nosso poder judicial", declarou o membro do Governo.

Para Augusto Santos Silva, a atual conjuntura não permite equívocos nas prioridades: "O tempo não é de questionar a Constituição, mas de cumprir a Constituição. O tempo não é de trazer para o debate político as questiúnculas, mas sim os problemas. Não é de assimilar a agenda populista ou normalizar o discurso de ódio, é sim de construir soluções políticas capazes de apoiar e acelerar a recuperação nacional", contrapôs.

Augusto Santos Silva fala de uma "agenda de forte ênfase social", e critica que a direita tenha mostrado "mais uma vez não ter nada a contrapor", não se centrando os problemas de fundo.

"A oposição não apresenta quaisquer propostas alternativas", é uma oposição "monotemática", de acordo com o governante, que censura que outros partidos se foquem em questões que são de exclusiva responsabilidade do primeiro-ministro, como é a nomeação e escolha dos membros do Executivo.

Sobre a oposição, acrescenta também que "num dia diz uma coisa e no dia seguinte diz a contrária".

Augusto Santos Silva vinca que o Governo conta com os parceiros parlamentares na aplicação do PRR e para a aprovação do Orçamento do Estado para políticas sociais.

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