Livre: se for eleito, Rui Tavares admite acordo de estabilidade por escrito

Candidato diz que só com capacidade de diálogo é possível evitar os erros da legislatura que termina de forma antecipada.

O Livre parte a solo para as eleições de 30 de janeiro, mas Rui Tavares assegura que o partido quer ser uma solução de estabilidade governativa. À TSF, o fundador do partido e candidato às legislativas admite propor um acordo multipartidário por escrito para um programa de legislatura a quatro anos.

"Uma das questões em aberto mais importantes para estas eleições é nós sabermos, se depois de irmos para eleições antecipadas, estamos em fevereiro, após as eleições, em condições de ter um parlamento que negoceie um acordo de legislatura para quatro anos e, portanto, assegurar governabilidade do nosso país ou se na verdade fica tudo na mesma", explica.

Rui Tavares espera que o Livre consiga em janeiro os votos necessários para ter uma boa representação parlamentar. Só assim, defende o candidato, poderão ser evitados os erros da anterior legislatura.

"Aquilo que eu tenho dito é que desde o início desta legislatura, é que era o pecado original desta legislatura era não ter escrito um acordo de governação", sublinha, defendendo a importância para o país em ter uma esquerda verde europeia representada no parlamento "Isso implica trazer uma nova cultura de diálogo e de compromisso para a política nacional, que é aquilo que nos faltou nos últimos tempos", frisa Rui Tavares.

Nas legislativas de 2019, o Livre elegeu pela primeira vez uma deputada para o Parlamento. Joacine Katar Moreira foi eleita pelo círculo de Lisboa, mas rompeu pouco tempo depois com o partido, assumindo o lugar de deputada não inscrita.

Agora, o Livre concorre com candidatos de 21 círculos eleitorais, com a aposta maior centrada na candidatura de Rui Tavares, em Lisboa.

*com Guilherme de Sousa

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