"Se não é agora que vão fazer a requisição dos meios privados, quando é que vai ser?"

Para a dirigente bloquista, "as pessoas estão a ver as imagens em casa e os profissionais de saúde que estão dentro daquelas paredes estão a fazer o combate das suas vidas", sendo por isso preciso que toda a gente se mobilize.

A candidata presidencial bloquista, Marisa Matias, apelou este domingo aos portugueses para que cumpram o confinamento devido à situação preocupante e trágica da pandemia, insistindo que é agora que toda a capacidade instalada deve estar ao dispor do SNS.

No final de um encontro com seis precárias do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no Porto, para alertar para a luta destes formadores para terem contrato de trabalho, Marisa Matias foi confrontada com as imagens de filas de ambulâncias em hospitais e os avisos de várias unidades hospitalares que estão a atingir o limite devido à Covid-19.

"Esse é o apelo que tenho feito e que voltarei a fazer, se for necessário, as vezes que forem: Um apelo a todas as pessoas, que percebam que estamos numa situação muito trágica e que devem cumprir as indicações das autoridades de saúde, que devem cumprir essas recomendações porque de facto é o momento mais grave que estamos a viver desde o início da pandemia", enfatizou.

O que é preciso, na opinião da recandidata apoiada pelo BE, "é dizer às pessoas que têm de cumprir e ao mesmo tempo dar condições para que se possa cumprir" o confinamento em vigor desde sexta-feira.

"Creio que nós tivemos uma resposta, por parte das pessoas em Portugal, uma resposta responsável e também creio que a maioria das pessoas continua a ter essa resposta responsável porque não podemos, por quem não está a cumprir, colocar fora da fotografia e da imagem todas as pessoas que todos os dias estão a cumprir e que estão a trabalhar para que a pandemia não alastre e há muita gente que continua a cumprir", apontou.

Sobre a pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS), Marisa Matias insistiu num alerta que tem vindo a fazer ao longo de toda esta corrida eleitoral.

"A requisição dos privados está prevista na Constituição, está prevista na Lei de Bases de Saúde, está prevista no estado de emergência. Se não é agora que vão fazer a requisição de todos os meios disponíveis - sejam privados, sejam sociais, seja o que for - quando é que vai ser?", questionou.

Para a dirigente bloquista, "as pessoas estão a ver as imagens em casa e os profissionais de saúde que estão dentro daquelas paredes estão a fazer o combate das suas vidas", sendo por isso preciso que toda a gente se mobilize.

"Os representantes do Governo têm que dar resposta a esta situação, mas o que eu quero reforçar é isto: nós temos mecanismos legais que nos permitem utilizar toda a capacidade instalada. Nós não precisaríamos de estar a viver esta situação tão dramática, tão trágica como estamos a viver", enfatizou.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.022.740 mortos resultantes de mais de 94,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.022.740 mortos resultantes de mais de 94,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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