"Sem vender a alma ao diabo", Cotrim acredita que a IL "vai chegar ao poder"

Cotrim de Figueiredo garante que o partido "não viabilizará uma solução de tipo bloco central".

João Cotrim de Figueiredo quer ver a Iniciativa Liberal (IL) no Governo, mais tarde ou mais cedo, mas sem negociar "cargos ou tachos". O presidente da IL reafirmou a meta de alcançar cinco deputados nas eleições legislativas cinco deputados, que "não vão viabilizar um bloco central".

Na VI convenção do partido, que decorre em Lisboa, João Cotrim de Figueiredo defende que é uma questão de tempo até a IL chegar ao poder, "sem pressas e sem negociar cargos".

"Nunca esquecer: a IL é um partido político, e por isso quer mudar o estado das coisas, e exercer o poder. Não temos pressas, não trocaremos convicções por cargos, mas seremos poder em Portugal", garante.

Sem negociar "tachos ou cargos", é assim a IL dentro de portas, mas também a nível nacional, porque o importante são os valores.

"Alguns ainda perceberam, mas trairemos os nossos valores só para exercer o poder. Não vamos começar qualquer negociação começando por falar em cargos, e depois logo se vê", sublinha.

Com eleições antecipadas e uma meta ambiciosa de cinco deputados para as legislativas, o presidente liberal assume que esta é uma oportunidade que o partido não pode desperdiçar. "Sinto que podemos dar um salto importante, não podemos perder esta oportunidade, com as tais garantias que não venderemos a alma ao diabo em qualquer circunstância", reforça.

Cotrim de Figueiredo acrescenta que todos os elementos no partido "têm que se mostrar preparados", e com uma boa campanha "pode haver uma surpresa".

O líder do partido reforça que não vão existir alianças antes ou depois das eleições, "com PS, PCP, Bloco de Esquerda ou Chega", e a IL "não viabilizará uma solução de tipo bloco central".

Já durante a manhã, Cotrim de Figueiredo referiu que "no poder ou na oposição, o voto mais útil é na IL", apelando ao voto útil à direita, a começar pelos do PSD, garantindo que o PS nunca vai governar sem oposição.

"Nós não queremos e não vamos deixar que o PS governe sem oposição firme, porque o PS não faz ideia de como colocar este país a crescer. O PS não é solução para os problemas do país", apontou.

Com a mira apontada a 30 de janeiro, não só de legislativas se faz o futuro liberal. Para as eleições da Madeira de 2023, no único parlamento onde a Iniciativa Liberal ainda não tem assento parlamentar, Cotrim de Figueiredo revela que o partido vai em listas próprias, com o objetivo de conquistar um deputado.

"Vamos chegar a 2023 com um liberal sentado no Parlamento da Madeira", atirou, no fim do discurso de apresentação da moção de estratégia global "Preparados: liberalizar Portugal".

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