"Seria ​​​​​​​demagogia absoluta dizer que não haverá novos grandes incêndios"

Ministro da Administração Interna mostrou solidariedade às populações e deixou uma palavra para os bombeiros que estiveram no terreno durante os últimos dias.

Eduardo Cabrita esteve em Cardigos, no concelho de Mação, e assegurou que "houve um cumprimento rigoroso daquelas que são as orientações estratégicas definidas no modelo de combate aos incêndios rurais". Apesar disso, o ministro da Administração Interna esclarece que "seria ​​​​​​​demagogia absoluta dizer que não haverá novos grandes incêndios".

Depois de três dias de incêndios, o governante anunciou que já está em curso "o levantamento dos prejuízos, permitindo a reposição quer da capacidade agrícola que tenha sido afetada, quer o levantamento de danos em equipamentos municipais e em habitações".

O ministro explica que o fogo se propagou em "circunstâncias muito difíceis" nas quais "cinco incêndios de dimensão significativa começaram quase à mesma hora, três deles ganharam grande dimensão e o último foi dominado ao fim de 70 horas". "O trabalho ainda não terminou", alerta, referindo-se ao "trabalho de rescaldo e ao trabalho de prevenção do reacendimento", mas especificou que "a resposta está felizmente dada".

Eduardo Cabrita deixou uma palavra de solidariedade às "populações mais atingidas" e uma "palavra de grande reconhecimento pelo trabalho muito qualificado e profissional que foi feito por todos os agentes de Proteção Civil".

Questionado sobre as críticas dos autarcas, Cabrita frisou que esteve em causa uma "operação complexa". "Houve uma articulação que começou nos bombeiros locais, que passou à estrutura regional da Porteção Civil, que implicou envolvimento nacional, que teve a participação de várias áreas de governação, Administração Interna, Segurança Social, Defesa Nacional, Agricultura e Saúde. Seria sempre desejável mas seria demagogia absoluta dizer que não vão haver novos incêndios de grande dimensão", referiu.

O ministro justificou que as "condições climatéricas e características da nossa floresta tornarão inevitável o aumento de risco de ocorrências de grande dimensão". Contudo, garantiu, estão a ser tomadas medidas que terão "impacto a mais longo prazo, quer na descarbonização, quer na reforma da floresta".

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