Qualidade de vida piorou com a pandemia para quase metade dos portugueses. Veja a sondagem

Quase metade dos portugueses admite ter uma pior qualidade de vida desde o início da pandemia de Covid-19.

A pandemia tem impacto na qualidade de vida e os portugueses estão a senti-lo e expressam isso mesmo na opinião que manifestam nos inquéritos de opinião.

Dos 1183 inquiridos pela Aximage, para a sondagem TSF/DN/JN, 47% concorda com a expressão "a minha qualidade de vida tem vido a piorar".

São as pessoas de meia-idade, entre os 50 e os 64 anos, que tendem a concordar mais com esta ideia. Neste grupo etário, são 58% os que dizem concordar com a deterioração da qualidade de vida.

Quanto ao perfil político/partidário das respostas, são os eleitores do PAN que mais sentem a qualidade de vida a piorar: 72% daqueles que assumem votar no Partido Pessoas-Animais-Natureza garantem que a vida está pior. No Chega, a mesma resposta é dada por 61% das pessoas; no Iniciativa Liberal são 51%; no PSD, 50%; na CDU, 49%; no BE, 47% e, no PS, 45%.

Do total dos 47% inquiridos que responderam afirmativamente à perda de qualidade de vida, mais de metade (52%) assume que isso se deve à "falta de dinheiro e problemas económicos", seguido do desemprego (11%) e do isolamento social (10%). Apenas 7% admite estar "bem e normal" em relação à pandemia e agrupam-se em 25% aqueles que se assumem como "tristes", com "medo", "aborrecido", "deprimido", "frustrado", "confinado" e "sozinho", sendo que 3% não sabe nem responde.

De sublinhar que este inquérito foi feito na última semana, num momento em que a situação epidemiológica se agravava, mas ainda não tinha atingido a atual proporção. Se fosse feita agora, esta sondagem poderia ter algumas diferenças na perceção sobre a pandemia.

Ficha Técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, JN e DN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre a pandemia.

O trabalho de campo decorreu entre os dias 9 e 15 de janeiro. Foram recolhidas 1183 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 2,80%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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