Sucessão de António Costa? "Não está para breve"

Em entrevista à TSF, Ferro Rodrigues considera que um caminho até à liderança do PS demora muito tempo e diz acreditar que será António Costa a ditar o prazo de validade da sua liderança.

Os candidatos à liderança do PS vão ter de aguardar porque Ferro Rodrigues acredita que António Costa está para durar "muitos anos".

Em entrevista à TSF, o Presidente da Assembleia da República e antigo líder socialista garante que será Costa a definir o prazo de validade.

"Estou convicto de que quem define esse tempo não é nenhum dos candidatos ainda não afirmados, mas sim o Secretário-Geral António Costa. Ele próprio definirá quando será o tempo de ser substituído e não me parece que esteja para breve", adianta Ferro Rodrigues prevendo que Costa será "a primeira figura no PS durante muitos anos".

Questionado sobre se os potenciais candidatos à liderança vão ter de esperar, Eduardo Ferro Rodrigues lembra que, no partido, "isto demora" e vinca os 34 anos de experiência socialista para recordar outras contendas internas a seguir à liderança de Mário Soares.

"Havia candidatos assumidos ou não assumidos, três ou quatro grandes personalidades", entre eles, Jaime Gama, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio e "o que aconteceu foi que duraram anos e anos até à maturação desse processo".

"Tudo isto demora muito tempo", avisa o antigo líder do PS, convicto de que, entretanto, como aconteceu no passado, "estes grupos e grupinhos" vão tratar de fazer "as suas próprias redes de trabalho de debate político e influência", como antes os chamados "gamistas", sampaístas ou "guterristas".

Questionado sobre se já escolheu ser "pedronunista" ou fernandomedinista", Ferro Rodrigues é claro: "Só sou socialista".

Para quem tem intenção de liderar o PS, fica a constatação de quem tem décadas de experiência no partido: "tudo isto acabou bem por isso não me parece que tenha enfraquecido o Partido Socialista" lembra Ferro Rodrigues sublinhando que todos os antigos candidatos "tiveram um destino político muito positivo": Vítor Constâncio foi governador do Banco de Portugal, Jaime Gama foi presidente da Assembleia da República e António Guterres, além de ter sido primeiro-ministro, é secretário-geral das Nações Unidas

"Vai ter de haver um tempo para tudo", remata.

Veja também a entrevista na íntegra:

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