"Tem sido diferente dos anos anteriores." Marcelo destaca que "casos de feridos não têm comparação"

Marcelo Rebelo de Sousa destacou, até ao momento, o facto de não existirem vítimas mortais e o número reduzido de feridos no combate aos incêndios em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa fez, esta sexta-feira, um ponto de situação do combate aos incêndios em Portugal.

O Presidente da República diz que a situação, em 2022, "tem sido diferente" e que os "casos de feridos não têm comparação" em relação a anos anteriores, sublinhando o facto de, até ao momento, ainda não existirem vítimas mortais.

O chefe de estado destacou um "combate mais difícil" porque as chamas estiveram "mais perto das habitações".

Questionado se foram aprendidas as lições do incêndio de Pedrógão Grande no que respeita à limpeza de terrenos, o chefe de Estado considerou que desde então "as pessoas compreenderam em muitos casos essa necessidade, houve instituições que atuaram, as autarquias fizeram um esforço grande ao longo dos anos para agir aí".

"Mas há muito trabalho para fazer. Isso é inevitável, que é uma tarefa imparável aquela que tem a ver com os fogos e tem a ver com a prevenção dos fogos e com o criar uma gestão florestal e uma gestão das áreas que podem arder para o futuro. É uma tarefa que nunca está acabada, é evidente", acrescentou.

Interrogado sobre quando irá aos locais dos incêndios recentes, o chefe de Estado reiterou que deixou de ir ao terreno enquanto ao mesmo tempo está a haver combate aos fogos.

"Se e quando, como espero, acontecer uma evolução positiva -- mas estamos em julho, depois haverá agosto e haverá setembro -- durante um período de tempo, eu tenho uma disponibilidade imensa durante este verão para ir ao menos pontualmente a duas ou três áreas em que houve intervenções, para ver o pós", disse.

Sobre prolongamento do estado de contingência, o Presidente da República diz que "ainda faltam uns dias" para domingo, o último dia em que vigora a norma.

Segundo a ANEPC, os distritos com maior número de incêndio são o Porto (1.216), Vila Real (620), Braga (604), Lisboa (547), Viana do Castelo (496), Viseu (427) e Aveiro (416).

O Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS) avança também que Portugal é o terceiro país da União Europeia com maior área ardida este ano, sendo apenas superado pela Roménia (149.264 hectares) e por Espanha (92.502).

Portugal Continental está em situação de contingência até domingo devido às previsões meteorológicas, com temperaturas muito elevadas em algumas partes do país, e ao risco de incêndio.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

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