Apoio à Ucrânia. "Temos confiança de que o material militar chegará às mãos de quem precisa"

Ministro da Defesa sublinhou que, neste momento, não se prevê que sejam tomadas mais medidas para apoiar a Ucrânia além das que já são conhecidas.

João Gomes Cravinho afirmou que a decisão de colocar militares portugueses na estratégia de dissuasão da NATO é de "natureza exclusivamente militar" e acredita que o material que Portugal enviou para a Ucrânia "chegará às mãos de quem precisa".

"Há material militar português a caminho da Ucrânia e sobre essa matéria há, naturalmente, um dever de reserva. Temos confiança de que o material chegará às mãos de quem precisa", explicou o ministro da Defesa.

Sobre o Conselho de Estado sublinhou que, neste momento, não se prevê que sejam tomadas mais medidas além das que já são conhecidas.

"Mas a situação é dinâmica e pode vir a alterar-se", ressalva.

Por fim, o ministro garantiu que não está prevista a presença de "nenhuma fragata portuguesa no Mar Negro" nem a colocação de refugiados em unidades militares.

"As Forças Armadas têm capacidade para receber fluxos de pessoas necessitadas se isso for necessário, mas isso não está previsto. Os ucranianos que chegam a Portugal devem ser distribuídos pelo país e integrados em comunidades ucranianas já existentes em Portugal. Não estamos a pensar utilizar qualquer tipo de instalação militar para esse efeito", acrescentou o ministro da Defesa.

A Federação Russa lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, com invasão por forças terrestres e bombardeamentos que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender e durará o tempo necessário.

Na quarta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que condena a agressão russa contra a Ucrânia e apela a um cessar-fogo efetivo e imediato, com mais de dois terços dos votos necessários: 141 votos a favor, 5 votos contra e 35 abstenções.

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