"Tenhamos noção das prioridades." Montenegro rejeita referendo à regionalização

Líder social-democrata assume que, devido à maioria absoluta, o PS pode decidir avança, mas garante que os socialistas o farão "sozinhos".

O novo presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou este domingo que um referendo sobre a regionalização em 2024, com a atual situação, será "uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro", avisando que se o Governo decidir avançar será sozinho.

No encerramento do 40.º Congresso do PSD, Luís Montenegro começou por criticar "o logro" que tem sido o processo de descentralização, cuja "responsabilidade é exclusivamente do Governo".

Pegando nas palavras de Carlos Moedas, Montenegro argumentou que as autarquias não são "tarefeiros" do poder central e desafiou: "Mais vale assumir que andam a enganar toda a gente."

Quanto a um eventual referendo sobre a regionalização que o Governo prometeu para 2024, o novo presidente do PSD considerou que "não é adequado" devido à grave situação internacional e às consequências económicas e sociais muito sérias estão a atingir os portugueses.

"Fazer um referendo neste quadro crítico e delicado seria uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro. Os portugueses não compreenderiam. Tenhamos as noções das prioridades", afirmou, recordando que com o início da guerra mudou o mundo e as prioridades e por isso "convém ter os pés bem assentes na terra".

Montenegro deixou depois um aviso ao executivo de António Costa: "se o Governo pensar de modo diferente, tem todo o direito de avançar. Só que, nesse caso, avançará sozinho para a iniciativa de convocar um referendo em 2024".

O presidente do PSD lembrou que o PS tem "uma maioria absoluta que lhe permite" fazer, mas não será com o aval ou cobertura do PSD." Avançará sozinho", sublinha.

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