Teste para entrar em Espanha? Governo português fala em "erro" e ameaça com medidas idênticas

Ministro dos Negócios Estrangeiros não esperava a decisão anunciada pelas autoridades de saúde espanholas e está convencido que é um "erro". Caso contrário, será o "caos" nas fronteiras.

O Governo português está convencido que é um "erro" a informação que está a ser avançada nos sites do Estado espanhol sobre a obrigatoriedade de apresentar um teste à Covid-19 ou de uma prova de vacinação por quem chega de Portugal através da fronteira terrestre.

Se não for um erro, o ministro dos Negócios Estrangeiros promete aplicar medidas idênticas para quem chega a Portugal através de Espanha.

À TSF, Augusto Santos Silva diz que "Espanha tinha comunicado que ia facilitar a circulação das pessoas, passando a permitir que quem esteja vacinado não tenha de apresentar teste e passando a aceitar o teste rápido. Não estávamos à espera daquilo que é manifestamente um erro por se aplicar à fronteira terrestre", explica o governante.

Santos Silva acrescenta que "a fronteira terrestre tem sido sempre gerida conjuntamente, de forma muito cuidada e exemplar pelos dois ministros das administração interna e portanto, na nossa opinião, trata-se manifestamente de um lapso, de um erro, de um equívoco o que está hoje contido na decisão das autoridades de saúde espanholas".

Razões que já levaram o Governo português a pedir esclarecimentos com urgência a Espanha, "para evitar aquilo que seria uma consequência lógica: a adoção por Portugal de medidas reciprocas tendo em conta que a situação epidemiológica que se vive em Espanha é pior do que a que se vive em Portugal", como afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Portugal teme "caos absoluto" nas fronteiras

O governante garante que aquilo que foi anunciado em Espanha nunca foi acordado com Portugal.

"A decisão hoje publicada é da Direção-Geral de Saúde de Espanha e manifestamente não está conforme com a linha política que Portugal e Espanha têm seguido desde sempre, ou seja, gerir a fronteira terrestre de forma coordenada, e também não está conforme com a facilitação da circulação terrestre entre os dois países", refere Augusto Santos Silva.

Sobre as isenções anunciadas pelas autoridades de saúde espanholas para trabalhadores transfronteiriços, residentes a menos de 30 quilómetros da fronteira e motoristas profissionais, o ministro português diz que não chegam e não evitariam um "caos absoluto nas fronteiras se a verificação automóvel a automóvel dos testes os vacinação fosse levada à prática".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de