"Todas as propostas serão ponderadas." PS admite discutir descida do IVA da luz e do gás

Apesar de a medida não estar inscrita no programa do Governo, o PS admite avaliar as propostas do PSD, do BE e do PCP.

O Partido Socialista admite ponderar e avaliar todas as propostas de descida do IVA da eletricidade e do gás. A informação foi avançada à TSF pelo secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, durante o programa de debate político "Almoços Grátis".

"Todas as propostas deverão ser objeto de ponderação devida e de equilíbrio na avaliação dessas mesmas propostas", respondeu o socialista quando questionado sobre se o PS estaria disposto a negociar esta medida que não está inscrita no programa do Governo.

Quanto à possibilidade de uma eventual coligação negativa que pusesse em risco a estabilidade política do país, José Luís Carneiro diz acreditar que a oposição não terá a "irresponsabilidade" de não permitir que o partido que ganhou as eleições tenha um Orçamento do Estado para poder governar.

"Estamos convictos que a oposição não cometerá a irresponsabilidade de não permitir que o partido que ganhou as eleições - e que tem um programa eleitoral para cumprir e um programa de governo para cumprir - tenha as condições necessárias e que sejam os partidos da oposição a inviabilizar o cumprimento de uma vontade clara e inequívoca dos portugueses", adiantou.

No mesmo plano, o vice-presidente do PSD adianta que não há uma coligação negativa, mas sim uma "coincidência", viste que tanto o PCP, como BE e o PSD apresentaram propostas no sentido de baixar o IVA da luz e do gás. Ainda assim, David Justino afirma que acima de qualquer "coligação" ou "coincidência", o PSD lembra que esta medida constava do seu programa eleitoral e que o partido tem a obrigação de "concretizar dentro do seu programa um conjunto de propostas mesmo que as mesmas venham a ser chumbadas". O vice-presidente do PSD acrescenta que "o sufrágio feito sobre estas propostas é sagrado".

Quanto à possibilidade de recuar nesta matéria depois de apresentada a proposta, David Justino garante que "não há recuo possível" e lembra que"quem está a negociar com o governo não é o PSD, é o BE e o PCP".

"O PSD não suporta o atual governo. A nossa medida só entrará na especialidade, depois de terem negociado com o BE e com o PCP", avançou.

David Justino justificou ainda que esta medida pretende "conter a subida da carga fiscal", uma vez que, na sua visão, tudo aponta que este ano "vamos ter a maior carga fiscal da história".

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