"Total irresponsabilidade." Matos Fernandes critica PSD por querer suspender Metro

Na perspetiva do ministro do Ambiente, trata-se de uma "interferência inaceitável naquilo que é a esfera executiva do Governo e do Metro de Lisboa", que resultará numa "perda de 83 milhões de euros de fundos comunitários, que foram alocados a este projeto".

João Pedro Matos Fernandes considera uma "total irresponsabilidade" a votação por parte do PAN, do PSD, Bloco de Esquerda, PCP e Chega que suspende a linha circular do Metro de Lisboa, mas acredita que o sentido de voto do Partido Social-Democrata é ainda mais grave por este partido já ter tido funções governativas.

"A ser votada assim, é uma total irresponsabilidade, porque não estamos a falar de suspender os trabalhos por um ano. Estamos a falar de suspender os trabalhos por pelo menos três anos."

Na perspetiva do ministro do Ambiente, trata-se de uma "interferência inaceitável naquilo que é a esfera executiva do Governo e do Metro de Lisboa", que resultará numa "perda de 83 milhões de euros de fundos comunitários, que foram alocados a este projeto".

Esta empreitada tem de estar concluída até ao fim de 2023, lembra o governante. "De outra forma, não pode haver fundos comunitários. Esta não é substituída por nenhuma."

Com esta decisão do Parlamento, só no próximo ciclo de fundos comunitários se poderá decidir quais são as empreitadas a fazer para a expansão do Metro de Lisboa.

Matos Fernandes sublinha que provavelmente terá de se proceder a indemnizações devido às obras que já se encontravam em curso. Estava em andamento "ligar a linha amarela a partir do Rato, com uma estação na Estrela, uma outra estação em Santos, ligando depois à estação já existente no Cais do Sodré, e construindo um grande anel com a linha amarela e a linha verde", concretiza o ministro.

"Muito provavelmente terá de haver indemnizações aos empreiteiros que estão neste momento em concurso", refere o governante, que lamenta ainda aquele que considera ser "um atraso de três anos na melhoria do esqueleto dos transportes coletivos na Área Metropolitana de Lisboa".

João Pedro Matos Fernandes frisa que esta decisão espelha quem está contra a expansão do metro e que são as pessoas que mais perderão. "Fica a perder quem mora em Lisboa, quem se dirige todos os dias a Lisboa para trabalhar..."

O membro do Executivo deixa críticas a "quem enche a boca para falar de alterações climáticas e não se permita que se reduza o tráfego automóvel em Lisboa", já que deteta "uma contradição enorme por parte de quem apresenta a proposta", e uma "irresponsabilidade muito grande por parte do Partido Social-Democrata".

O ministro garante que já foram feitos todos os estudos quanto a esta expansão e que os resultados serão conhecidos em breve. Quanto à iniciativa do PAN, que sustentou que o Governo teria de contratar pessoas para o metro e realizar obras em várias estações, o ministro respondeu que tal está a ser resolvido.

"Estão neste momento a ser feitas as obras no Areeiro, no Colégio Militar, nos Olivais e em Arroios. Neste momento, não há nenhuma composição parada por falta de manutenção e as contratações para a manutenção têm decorrido regularmente."

Para Matos Fernandes, no entanto, a votação no Parlamento reflete sobretudo uma "irresponsabilidade acrescida do PSD", que já governou.

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