Troca de tweets aquece guerra interna no PSD

Miguel Morgado critica no Twitter a atual direção do PSD, nomeadamente David Justino. Resposta não tardou com o vice-presidente social-democrata a preferir a "fraqueza" à "burrice".

Que os ânimos estão em alta no PSD, não é novidade. A notícia está na troca de argumentos que agora, vicissitude da era digital, saltou para o Twitter.

Tudo começou com uma entrevista de David Justino à Rádio Observador na qual o vice-presidente do PSD não excluiu a hipótese de viabilizar o Orçamento do Estado para 2020.

Diz David Justino que, se o Governo adotar algumas das medidas do PSD, o partido fica "numa posição relativamente complicada" e que se o PS conseguir fazer isso, os sociais-democratas têm de "bater palmas". "Não estou a dizer em termos de aprovarmos o orçamento ou não, mas não é a mesma coisa que estar invariavelmente a votar contra", nota o professor universitário que acrescenta que é de uma "irresponsabilidade total" os partidos anunciarem antecipadamente um chumbo ou aprovação do documento.

Para alas críticas do PSD, estas declarações são, desde logo, uma boa arma de arremesso e Miguel Morgado não perdeu tempo a partir para o ataque. Partilhando a notícia no Twitter, o até agora deputado que ainda anda a tentar perceber se tem apoios para uma corrida à liderança do partido, atira-se a David Justino: "há aqui um problema sério de fraqueza política".

Ora, David Justino não perdeu tempo nem poupou nas palavras. "Prefiro a aparente 'fraqueza' à burrice!", retorquiu o vice-presidente de Rui Rio.

Este é apenas mais um episódio dos muitos que estão para vir com o cerrar de fileiras no PSD na corrida à liderança. Miguel Morgado sempre foi crítico desta direção, no entanto, ainda não fechou totalmente posição sobre uma eventual corrida à cadeira de presidente, apenas tem certa a apresentação de uma moção de estratégia global no próximo congresso do partido que deverá acontecer em fevereiro.

Na mesma linha de pensamento de Miguel Morgado, mais à direita, está o já oficial candidato Luís Montenegro que quer "um PSD grande", recentrando-o à direita com uma forte estratégia de oposição. Resta Miguel Pinto Luz cujo projeto para o partido ainda se desconhece, tendo oficializado a vontade de liderar o PSD nesta sexta-feira de manhã com um vídeo nas redes sociais.

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