"Trouxe unidade e ajudou a reerguer o PS." António Costa recorda Jorge Coelho

António Costa fala num dia triste, especialmente para os socialistas, lembrando o político que "sempre soube interpretar o sentimento do cidadão comum".

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS assume a dor pelo falecimento de Jorge Coelho, e lembra o político que sempre soube interpretar o sentimento dos cidadãos, apelando ao sentido de unidade. Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, aos 66 anos, vítima de doença súbita.

Em declarações aos jornalistas, António Costa assume que está em choque com o falecimento de Jorge Coelho. "Os portugueses recordarão Jorge Coelho como um cidadão dedicado ao país, que serviu com grande dignidade o Governo da República, que deixou há 20 anos. Assumiu a responsabilidade política por uma tragédia imensa", lembra, referindo-se à tragédia de Entre-os-Rios.

António Costa assume que é um dia triste, especialmente para os socialistas. "Jorge Coelho foi um fator de unidade de todos nós. Sempre soube interpretar o sentimento do cidadão comum", afirma o líder socialista.

"Poucos conseguiram interpretar tão bem a alma socialista. Dando energia capacidade de ação aos momentos mais difíceis que vivemos", recorda.

Costa lembra ainda o percurso como empresário de Jorge Coelho, que procurou "continuar a servir o país", e em especial a sua terra, Mangualde. "Lançou uma queijaria, promovendo um dos produtos mais importantes da região: o queijo da serra", refere.

Devido à pandemia, o primeiro-ministro assume que o adeus a Jorge Coelho terá de ser simbólico, mas, assim que a pandemia permita, "encontraremos a devida forma de prestar homenagem a um dos mais queridos de todos nós".

Jorge Coelho, ex-ministro do Governo de António Guterres, foi também comentador do programa Quadratura do Círculo e Circulatura do Quadrado da TSF.

Em 1992, com Guterres na liderança do PS, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de outubro de 1995.

Jorge Coelho tomou posse como ministro-adjunto do Executivo de António Guterres e, na remodelação de 25 de novembro de 1997, acumulou o cargo de Ministro-Adjunto com o de Ministro da Administração Interna.

Em 2001, demitiu-se do Governo na sequência da tragédia de Entre-os-Rios, tendo sido substituído por Eduardo Ferro Rodrigues.

Além da frase "a culpa não pode morrer solteira", aquando da demissão enquanto ministro, há uma outra frase de Jorge Coelho que ficou para a história. Saindo em defesa de António Costa, na altura ministro da Justiça, Jorge Coelho afirmou que "quem se mete com o PS, leva".

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