"Tudo mudou." Dirigentes distritais do CDS querem desconvocar congresso eletivo

Carta dirigida a Francisco Rodrigues dos Santos assinada por 14 dirigentes do CDS nota que "tudo mudou" no cenário político do país e que "este não é o tempo adequado para o debate interno". Centristas defendem que clima de guerrilha interna não passa de "tremendo frete" ao PS.

Com um cenário de eleições antecipadas no curto prazo, 14 dirigentes do CDS enviaram carta ao presidente do partido a pedir a convocação de um concelho nacional extraordinário com o objetivo de "desconvocar o congresso e que mobilize o partido" para a luta eleitoral.

Na carta a que a TSF teve acesso e que é assinada em primeiro lugar por Artur Lima, presidente do CDS Açores, pode ler-se que "com o chumbo do Orçamento do Estado, o governo socialista precipitou o país para uma crise política, tornando inevitável a imediata antecipação das eleições legislativas".

Com este cenário colocado, os signatários consideram que "o agravamento, por mais um mês, do clima de guerrilha e de agressividade interna" não vai dignificar o partido, não esclarece eleitores e, "pior, não passa de tremendo frete ao PS que já entrou em campanha eleitoral".

"A definição de uma estratégia e de um programa eleitoral, a par de uma equipa para apresentar aos eleitores, deve ocorrer em clima de conciliação e de união", lê-se ainda na carta que aponta que este "não é o tempo adequado para o debate interno" e que, depois das eleições, há tempo para "esgrimir as diferenças e divergências". Até lá, a legitimidade dos órgãos do partido é indiscutível.

O assunto vai estar, esta quinta-feira, em cima da mesa da Comissão Política do CDS que foi convocada de urgência para análise da situação política. De resto, Nuno Melo, opositor de Francisco Rodrigues dos Santos, tem assento neste órgão e já fez saber que vai prestar declarações à comunicação social antes da reunião.

Ainda esta manhã, nas redes sociais, Nuno Melo escrevia que "quem queira evitar o voto dos militantes num congresso que por vontade própria pediu, com medo afinal de o perder, depois da soberba de quem esmagaria outras alternativas, não terá qualquer legitimidade, nem respeito por si próprio, representando CDS em legislativas perante o país".

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