Ucrânia: MNE disponível para ir a comissão permanente do parlamento na quinta-feira

A nota não especifica o assunto que leva à mudança na ordem do dia, mas a alteração acontece depois do reconhecimento por parte do Presidente russo, Vladimir Putin, da independência dos territórios ucranianos separatistas pró-Rússia.

O presidente da Assembleia da República vai propor aos líderes parlamentares que o ministro dos Negócios Estrangeiros compareça perante a comissão permanente do parlamento na quinta-feira, divulgou hoje o seu gabinete. De acordo com uma nota divulgada pelo gabinete de Eduardo Ferro Rodrigues, o presidente do parlamento convocou a reunião da conferência de líderes na quarta-feira, pelas 12h00, que tem como único ponto da ordem de trabalhos a "reavaliação da ordem do dia da comissão permanente de 24 de fevereiro de 2022, tendo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, manifestado a sua disponibilidade para estar presente na referida Comissão Permanente".

A nota não especifica o assunto que leva à mudança na ordem do dia tendo em vista a disponibilidade do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, para comparecer perante a comissão permanente, mas acontece depois do reconhecimento por parte do Presidente russo, Vladimir Putin, da independência dos territórios ucranianos separatistas pró-Rússia.

Na segunda-feira, Vladimir Putin ordenou a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa russo que "as Forças Armadas da Rússia assumam as funções de manutenção da paz no território" das "repúblicas populares" de Donetsk e Lugansk.

Este reconhecimento já foi condenado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo Governo, nomeadamente pelo primeiro-ministro, António Costa, assim como pela União Europeia, que garantiu uma resposta ocidental "com unidade e firmeza".

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Nos últimos dias, o clima de tensão agravou-se ainda mais perante o aumento dos confrontos entre o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos no leste do país, na região do Donbass, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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