"UE tem dever moral de ser parceiro da ONU" no novo mandato de Guterres

António Costa observou que a agenda da cimeira teve "vários temas na área da política internacional".

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta sexta-feira em Bruxelas que "a União Europeia tem o dever moral de ser um parceiro ativo das Nações Unidas", à partida para o segundo mandato de António Guterres à frente da organização.

No final de um Conselho Europeu de dois dias em Bruxelas que teve António Guterres como convidado de honra, António Costa observou, em conferência de imprensa, que a agenda da cimeira teve "vários temas na área da política internacional", mas "gostaria de destacar muito particularmente o almoço de trabalho com o secretário-geral das Nações Unidas, vivamente saudado por todos os chefes de Estado e de Governo" da UE.

Segundo Costa, da reunião destaca-se "um compromisso muito claro da União Europeia de ser um parceiro fundamental nas Nações Unidas neste novo mandato que o engenheiro Guterres inicia, num quadro felizmente bastante distinto daquele com que teve de viver nos cinco anos do seu primeiro mandato".

Apontando que a pandemia da Covid-19 "deixou mais claro do que nunca a importância de agir à escala global para enfrentar desafios globais", o primeiro-ministro voltou a defender assim o reforço do multilateralismo, e elegeu a UE como o parceiro ideal da ONU nesta matéria.

"A UE, como a organização mais perfeita de cooperação multilateral entre Estados, tem o dever moral de ser um parceiro ativo das Nações Unidas, e também de ser uma defensora intransigente daqueles valores fundamentais que têm de ser promovidos como valores importantes para toda a humanidade", disse.

António Costa comentou que "foi, aliás, sublinhado e agradecido o papel muito importante que a UE tem tido na campanha de vacinação à escala global", com o secretário-geral da ONU a sublinhar que "a Europa é a única região democrática do mundo que continua a exportar as vacinas que produz, que é o maior doador para mecanismo Covax para repartição de vacinas, e que está a trabalhar ativamente, com um financiamento de mais de mil milhões de euros para o aumento da capacidade de produção em África", um continente onde é absolutamente essencial aumentar a capacidade de produção das vacinas, assim como a América Latina.

Reconduzido na semana passada para um segundo mandato à frente da ONU, António Guterres esteve esta semana nas três instituições da UE, em Bruxelas, onde começou por participar num almoço de trabalho com o colégio da Comissão Europeia, interveio de seguida em plenário no Parlamento Europeu e, por fim, participou, na quinta-feira, nos trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27, hoje concluída.

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