Um ano sem debates quinzenais? "Continuo a achar que foi boa ideia"

Um ano depois de PS e PSD se terem alinhado para ditar o fim deste modelo de confronto político com o primeiro-ministro, o líder parlamentar do PSD, Adão Silva, faz na TSF um balanço positivo da experiência.

"Continuo a achar que é uma boa ideia, evidentemente." É com esta resposta que o líder parlamentar do PSD, Adão Silva, faz um balanço positivo do novo modelo de debate com o primeiro-ministro e que substituiu os antigos debates quinzenais.

Um ano depois de o PSD ter alinhado com o PS para terminar com o confronto político quinzenal no hemiciclo, Adão Silva lembra que "desde o princípio que foi dito que o que importava não era a quantidade, mas a qualidade e a circunstância em que se realizavam estes debates".

"Pensámos, desde o princípio, que um debate mais longo, com duas rondas, tinha mais capacidade e mais eficácia na escalpelização e debate dos assuntos", afirma o líder parlamentar do PSD à TSF.

Para Adão Silva, "havia uma certa banalização dos anteriores debates quinzenais" que "não era construtiva, não era boa e não tinha sentido crítico". "Havia um exercício muito mais folclórico do que, manifestamente, de fiscalização, que é aquilo que importa", aponta o deputado, concluindo que agora os debates são "menos do ponto de vista da quantidade, é verdade, mas melhores do ponto de vista da qualidade".

Aliás, o social-democrata lembra, que com a criação dos debates setoriais, permitiu-se a ida de ministros como o da Economia, do Ambiente, da Presidência ou dos Negócios Estrangeiros, permitindo "debates parlamentares muito amplos e abertos". De resto, "agora mais amplos ainda, mais diversos ainda", para "aquilo que é essencial para um parlamento: fiscalizar a ação do Governo".

É, portanto, um balanço positivo aquele que é feito pelo líder da bancada do PSD sobre o fim dos debates quinzenais, num tema que no grupo parlamentar foi, à época, pacífico.

No novo modelo de debate que substituiu os quinzenais nesta sessão legislativa, o primeiro-ministro foi quatro vezes à Assembleia da República, comparando com as 10 da sessão anterior.

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