Um Governo "todo-o-terreno" para dentro e fora do país

António Costa reforça o núcleo duro a pensar na Presidência da União Europeia, nos "objetivos estratégicos" e na geometria variável na frente parlamentar.

Com a presidência portuguesa da União Europeia em 2021, António Costa quer garantir que ele e Augusto Santos Silva se podem dedicar à condução, sem deixar solto o volante da governação. Eis porque se reforça o núcleo central do Governo com quatro Ministros de Estado, Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno.

Pedro Siza Vieira e Mariana Vieira da Silva, a par com João Pedro Matos Fernandes vão ter em mãos a coordenação transversal dos quatro desafios estratégicos do programa do Governo: Ação Climática, Demografia e Desigualdades e Transição Digital.

Este é um Governo onde entre 19 ministros, 8 são mulheres e 11 homens. Uma das estreias, Ana Abrunhosa vai inaugurar a pasta da Coesão Territorial, como "manifestação da prioridade à valorização do território".

António Costa apresenta este como um executivo "coeso e de continuidade", onde 14 ministros permanecem à frente das pastas que ocupavam no anterior governo.

Registam-se três saídas: Vieira da Silva (pai da ministra Mariana Vieira da Silva), Ana Paula Vitorino (casada com o ministro Eduardo Cabrita) e Capoulas Santos não integram o novo executivo.

Este XXII Governo Constitucional vai ter três secretários de Estado sentados no Conselho de Ministros: Duarte Cordeiro, com os Assuntos Parlamentares, Tiago Antunes, Adjunto do primeiro-ministro, e André Moz Caldas, com a Presidência do Conselho de Ministros.

Duarte Cordeiro que, no anterior governo, era também adjunto do primeiro-ministro fica concentrado na frente parlamentar que promete ser de intensas negociações já que o governo é minoritário e não existem, desta vez, entendimentos escritos com a esquerda parlamentar.

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