"Uma casa, uma causa." BE quer que autarquias garantam habitação acessível

Catarina Martins diz que as autarquias "não podem fechar os olhos a quem não têm uma casa", cedendo a interesses imobiliários.

Catarina Martins apresentou este domingo os candidatos do Bloco de Esquerda a Almada, mas centrou-se nas bandeiras do partido para as próximas eleições autárquicas. A líder bloquista recorreu a um estudo publicado no JN, que indica que as rendas subiram 31 por cento, ao mesmo tempo que os salários continuam estagnados, para pedir habitação digna e um "parque de habitação" para regular o mercado.

A coordenadora nacional do BE quer que todos os portugueses tenham direito a uma habitação digna, com o aumento das rendas acessíveis, e alerta que são as autarquias que têm de dar o primeiro passo.

"A crise da habitação está em Portugal há tempo de mais. Um país que foi construído com políticas autárquicas, aqui também em Almada, absolutamente subservientes aos interesses imobiliárias. Não foi pensada para defender as pessoas e o direito constitucional à habitação", aponta.

O partido já propôs a estabilização do processo das rendas, com o aumento dos contratos até 2025. A propostas está no Parlamento, e o BE espera que outros partidos apoiem o diploma.

"É preciso que outros partidos venham a este debate, o pior que podia acontecer ao país é não fazer nada sobre as rendas, deixar que os contratos atuais acabassem, e as pessoas e os pequenos negócios tivessem o despejo como última solução", afirma.

O BE quer ainda alargar o apoio das rendas a beneficiários de apoios sociais, assim como prolongar as suspensões e apoios até final de de 2021 com início do pagamento dos valores em dívida em 2022, até 2025.

Catarina Martins diz, no entanto, que a chave para o problema está na habitação pública e na renda acessível. "É quando houver um parque habitacional público forte o suficiente, que se vai regular os preços do mercado. Portugal só tem dois por cento de habitação público, noutros países europeus chega a 40 por cento", adianta.

A líder bloquista aponta às autarquias, lembrando que "não podem fechar os olhos a quem não têm uma casa", garantindo habitação às famílias vulneráveis.

Já a candidata do BE à câmara de Almada, Joana Mortágua, segue a mesma linha e define como objetivos "conseguir um programa de arrendamentos que permita às famílias arrendar casa", assim como propor um plano de arrendamento jovem em Almada.

Joana Mortágua é candidata autárquica pela terceira vez, em Almada. Em 2016 foi eleita vereadora, num concelho que considera "credor de modernidade".

O atual executivo municipal, liderado por Inês de Medeiros, do PS, é composto por quatro eleitos pelo PS, dois pelo PSD, quatro pela CDU e um pelo BE.

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