Ventura anuncia demissão, mas avisa: "Não haverá Governo em Portugal sem o Chega"

O líder do Chega afirmou que vai "devolver a palavra" aos militantes.

O candidato presidencial André Ventura anunciou este domingo a demissão de presidente da direção nacional do Chega, após ter ficado atrás da sua adversária Ana Gomes e cumprindo assim uma promessa eleitoral.

André Ventura confirmou a sua decisão de "devolver a palavra aos militantes" na sala de um hotel lisboeta que está a servir de sede à candidatura do partido da extrema-direita parlamentar nesta noite eleitoral, que voltou a eleger Marcelo Rebelo de Sousa como chefe de Estado à primeira volta.

O líder do partido da extrema-direita parlamentar tinha-se proposto ficar à frente dos concorrentes da esquerda (Ana Gomes, Marisa Matias e João Ferreira), alcançando assim o segundo posto e, eventualmente, obrigar o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa a uma segunda volta eleitoral. Objetivo que quase conseguiu atingir, ficando apenas atrás de Ana Gomes.

"Esta é uma noite histórica, em que a direita em Portugal se reconfigurou completamente. Pela primeira vez um partido declaradamente antissistema rompeu o espetro da direita tradicional. Há um dado que devemos realçar: esmagámos a extrema-esquerda em Portugal", afirmou André Ventura.

O líder do Chega revelou que vários líderes internacionais de partidos da extrema-direita se regozijaram pela "enorme força" que o partido transmite, um "feito de meio milhão de portugueses" que saíram à rua para votar.

"Ana Gomes não chegou aos 13%, mas eu estou muito perto dos 12%. As empresas de sondagens têm de perceber que não é manipulando o sentido de voto que se faz política em Portugal. O João Ferreira nem no Alentejo me ganhou, vergonha", referiu o deputado do Chega, que avisou também que "não haverá Governo de direita em Portugal" sem o seu partido.

Sobre a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, Ventura felicitou o Presidente reeleito e desejou que faça um segundo mandato com dignidade, marcando uma rotura em relação àquilo que foi o seu primeiro mandato

No período da democracia, nunca um recandidato teve de se sujeitar a uma segunda volta.

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