Ventura lamenta mediatismo negativo e acusa PS de ser "esgoto a céu aberto"

Candidato presidencial teve, em Santarém, o seu evento mais concorrido desde o arranque da campanha, perante mais de 100 pessoas.

O candidato presidencial do Chega condenou esta quarta-feira a atenção mediática negativa de que se considera alvo e defendeu uma investigação ao PS, que acusa de ser um "esgoto a céu aberto" em termos de financiamento, corrupção e clientelismo.

André Ventura discursava de cima do coreto do jardim da República em Santarém, no seu evento mais concorrido desde o arranque da campanha, perante mais de 100 pessoas, entre dirigentes, militantes, apoiantes ou apenas curiosos, como dezenas de estudantes adolescentes.

"Era preciso ver a cave do PS porque não seria uma cave, seria um esgoto a céu aberto. A comunicação social tem medo de ir ver. Era isso que era preciso ir ver e enfrentar, mas mais vale falar do André Ventura e do Chega", declarou.

O presidente do partido da extrema-direita parlamentar referia-se a uma reportagem televisiva emitida na segunda-feira pela SIC - a segunda de quatro partes de uma investigação do jornalista Pedro Coelho sobre o Chega e o fenómeno de crescimento de forças políticas extremistas na Europa.

"Nós estamos a mudar este país e quanto mais nos atacam, quanto mais nos humilham, mais nós somos fortes nas razões pelas quais existimos: para mudar Portugal", afirmou.

André Ventura voltou a visar a dupla Presidente da República e Primeiro-Ministro, afirmando que "o maior responsável pelo estado a que o país chegou" é António Costa "e o seu cúmplice é Marcelo Rebelo de Sousa".

"Nós sabemos uma coisa que nenhum outro partido sabe. Sabemos que temos razão e eles não. Por isso, podem continuar com reportagens, com ataques dia após dia, com comentadores comandados pelos partidos do sistema. Todos eles acabarão, no dia 24 [de janeiro], a dar-nos razão porque provocámos o maior terramoto político em Portugal dos últimos 46 anos", concluiu.

O líder do Chega tinha inaugurado minutos antes a exígua sede distrital, paredes meias com a igreja evangélica Assembleia de Deus de Santarém.

Uma caravana de cerca de duas dezenas de viaturas a buzinar e com bandeiras andou pela capital do Gótico a anunciar a chegada do concorrente ao Palácio de Belém.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de Covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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