Ventura no bairro da Jamaica. "Não pode haver locais onde os políticos não podem entrar"

De visita a um dos bairros "que mais tem criticado", o líder do Chega considera que "a polícia tem que garantir que há condições para aceder a todo o território nacional", sejam os partidos de esquerda ou direita.

André Ventura esteve, esta segunda-feira, de visita ao bairro da Jamaica, no Seixal, onde revelou estar à espera de ser bem recebido. O líder do Chega afirmou que "este é um dos bairros que mais tem criticado", mas considerou que "como político, deveria estar ali".

"Estamos aqui porque este é um dos pontos e um dos bairros que mais temos criticado e eu achei que, como político, devia estar aqui. Se não estivesse a polícia, provavelmente teríamos tomado outras opções", disse, em declarações aos jornalistas, durante a visita ao bairro da Jamaica.

"É importante que todos percebam isto: sejam de esquerda ou de direita, do BE ao Chega, não pode haver locais neste país onde os políticos não podem entrar. A polícia tem que garantir que temos condições de aceder a todo o território nacional em igualdade de condições", referiu.

Após ter sido condenado em tribunal por ter chamado "bandidos" a uma família que vive no local e que se envolveu em confrontos com a PSP, e que posteriormente surgiu numa fotografia com o Presidente da República, André Ventura sublinhou que "tal como há muitos bandidos neste bairro, também há pessoas de bem e também há famílias de bem", considerando que "essas pessoas são provavelmente são as que mais sofrem e sentem com as dificuldades que são criadas neste bairro".

"Estar aqui é um sinal de que eu e o Chega não nos esquecemos destas pessoas, que provavelmente sofrem muito mais do que qualquer um de nós, porque vivem aqui, têm que conviver com isto todos os dias", afirmou, acrescentando que não se esquece dos "bandidos", mas prefere "vê-los na cadeia do que à solta".

André Ventura lembrou ainda o "historial de operações contra o tráfico de droga e de furto", na zona do bairro da Jamaica, bem como os crimes diversos de ofensas à polícia realizados por moradores.

"A minha função é, como político, vir analisar, perceber e propor", finalizou.

Nesta visita, o líder do Chega defendeu também a demolição ou requalificação das habitações do bairro, mas sublinhou que, no caso da requalificação, os moradores devem pagar renda.

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