Ventura propõe debate sobre incêndios na AR e critica atuação do Presidente da República

O líder do Chega diz que Marcelo Rebelo de Sousa "esteve muito mal nestes dias".

O presidente do Chega, André Ventura, revelou esta segunda-feira que vai propor um debate parlamentar sobre os incêndios na Assembleia da República e conta com a presença do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

"O Parlamento retoma a sua atividade no dia 6 de setembro. Logo nesse dia, na primeira conferência de líderes, o Chega vai sugerir e marcar um debate de urgência ou de atualidade sobre a questão dos incêndios. É certo que vamos ter alguns debates em comissões, propostos pelo Chega, com o senhor ministro da Administração Interna. Mas a situação a que chegámos já não se presta a debates em comissões", disse o líder do Chega em conferência de imprensa.

Ventura realça que conta com a presença de José Luís Carneiro: "É importante que o ministro da Administração Interna venha ao plenário da Assembleia da República debater com os partidos sobre o que falhou e aquilo que pode ter sido melhor feito no combate aos incêndios."

Mas não foi só o Governo que foi alvo de críticas por parte do Chega. "O Presidente da República esteve muito mal nestes dias. Esteve mal ao justificar o Governo e ao alhear-se de ser o representante verdadeiro do povo português. Este Presidente da República está a revelar-se, no segundo mandato, muito diferente dos outros. Porque uma grande parte dos Presidentes da República na história democrática portuguesa conseguiram, no segundo mandato, libertar-se das amarras, dos objetivos da reeleição e dos objetivos políticos de curto prazo", acusa.

Para André Ventura, "Marcelo Rebelo de Sousa continua com alguma fixação política em António Costa e no PS".

"Não sei se por força da maioria absoluta, não sei se por força de qualquer ambição política que tenha após sair do cargo de Presidente da República, mas não se consegue compreender como é que num cenário tão trágico como este, com falhas tão evidentes do Executivo, o Presidente da República continua a secundar e a apoiar e, em alguns casos, a incentivar o Governo", questiona o presidente do Chega.

André Ventura aceita demissão de Mithá Ribeiro e assume gabinete de estudos e comissão política

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta segunda-feira que aceitou a demissão do deputado Gabriel Mithá Ribeiro do cargo de vice-presidente do Chega.

"O deputado já tinha solicitado a demissão do cargo há algumas semanas, com o objetivo de se focar nos trabalhos do distrito de Leiria. Essa demissão foi aceite por mim", informou o presidente do Chega.

André Ventura revela que inicialmente não tinha aceitado a demissão de Mithá Ribeiro: "Aceitei agora. Entendia que estávamos na fase final da sessão legislativa e que os trabalhos de configuração do partido só iam começar quando terminasse a sessão legislatura."

Agora, "o Chega irá desencadear os processos que tem de desencadear, do ponto de vista estatutário, para a substituição do vice-presidente".

"O Chega vai, nos próximos meses, ter uma profunda reorganização interna que afetará também o gabinete de estudos e a comissão política nacional, bem como outros órgãos do partido. Eu, como presidente da comissão nacional, assumi o gabinete de estudos e farei o mesmo com a comissão política nacional até esse conselho nacional, porque serei eu quem vai apresentar a proposta de reformulação do partido nesse conselho nacional", anuncia André Ventura.

E considera: "Não faz sentido que haja outros à frente dos órgãos quando sou eu que vai apresentar essa proposta."

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