Verdes acusam Costa de contradições no discurso sobre política ambiental

O partido ecologista considera que as palavras de Costa durante a Cimeira do Clima não refletem aquilo que tem sido a sua atuação como governante, nomeadamente no caso do aeroporto de Montijo e quanto à exploração de lítio.

Os Verdes acusam o primeiro-ministro de contradições entre o discurso que fez em Madrid e a gestão efetiva da pasta do Ambiente.

O partido ecologista considera que as palavras de Costa durante a Cimeira do Clima não refletem aquilo que tem sido a sua atuação como governante.

Para Manuela Cunha, membro do conselho nacional dos Verdes, basta elencar dois exemplos: o controverso aeroporto do Montijo e a exploração de lítio em solo português. "A localização do aeroporto do Montijo é só por si uma contradição em relação às palavras do senhor primeiro-ministro", preconiza.

De acordo com Manuela Cunha, aquela é uma "zona de risco de submersão de cheias, com a subida do nível da água do mar". A integrante do partido ecologista refere ainda que "o lítio em Montalegre é uma contradição com as palavras do primeiro-ministro, porque as zonas agrícolas, zonas com grande valor agrícola e florestal, são um sumidouro de carbono".

"Está a destruir-se um sumidouro de carbono no momento em que se fala de alterações climáticas?"

As acusações foram feitas pelo partido ecologista Os Verdes, depois do conselho nacional do partido, no Porto, e das palavras de Costa em Madrid.

Uma das mensagens que António Costa transmitiu aos líderes na sua intervenção na segunda-feira, em Madrid, foi que era possível agir e que valia a pena agir, dando uma série de exemplos da experiência portuguesa na luta contra as alterações climáticas.

"Portugal tem hoje 54% da eletricidade que consome com origem em fontes renováveis", realçou António Costa, acrescentando que o aumento foi conseguido numa altura em que "muitos receavam o impacto económico desta mudança energética".

O chefe do Governo referiu que em 2018 o país reduziu "três vezes" as emissões de gases nocivos para a atmosfera relativamente à dimensão do conjunto da União Europeia e conseguiu, mesmo assim, ter um crescimento económico acima da média europeia.

"A transição energética não nos prejudicou no nosso crescimento", concluiu António Costa, que em seguida também deu o exemplo da "diminuição do custo da energia em Portugal em 8%, enquanto na União Europeia aumentava 6%".

O primeiro-ministro insistiu que a energia renovável "pode ser uma energia mais barata".

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