Verdes querem que portugueses "tenham direito a votar" e aguardam soluções

A deputada do PEV Mariana Silva lembra que já houve eleições presidenciais e autárquicas durante a pandemia e "basta adaptar e esperar por todas as soluções que nos serão apresentadas pelas diversas estruturas para que todos possamos votar em segurança".

O Partido Ecologista "Os Verdes" defendeu esta quarta-feira que os portugueses devem ter direito a votar nas eleições legislativas antecipadas e lembrou que a situação de eleitores em isolamento "não é nova", aguardando que sejam apresentadas soluções.

A deputada do PEV Mariana Silva falava aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, momentos depois de o Presidente da República ter comunicado aos jornalistas, no final de mais uma sessão sobre a situação da Covid-19 em Portugal, que o Governo pediu um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) para saber se o isolamento no quadro da Covid-19 impede o exercício do direito de voto ou se poderá ser suspenso para esse efeito.

Questionada sobre se o partido está disponível para alterações legislativas neste âmbito, antes das eleições antecipadas de 30 de janeiro, Mariana Silva disse apenas que o PEV está disponível "para que os portugueses tenham direito a votar e possam realmente cumprir com este direito".

"Esta situação não é nova, nós já a tivemos anteriormente nas eleições autárquicas e presidenciais e, por isso, basta adaptar e esperar por todas as soluções que nos serão apresentadas pelas diversas estruturas para que todos possamos votar em segurança", aditou.

Já em reação à reunião que esta quarta-feira voltou a juntar epidemiologistas e políticos no Infarmed, em Lisboa, Mariana Silva defendeu que é necessário "abrir as escolas rapidamente" para que as crianças "possam voltar ao seu dia-a-dia, voltar a socializar com os seus pares" e para não aprofundar "o problema da pandemia associando outros problemas".

A deputada do PEV insistiu num reforço do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente nos cuidados primários "onde os seus profissionais estão sobrecarregados com o acompanhamento do número de casos em isolamento", nas equipas de saúde pública, nas equipas de saúde mental ou nos centros de vacinação "que necessitam de ser reforçados".

Mariana Silva saudou o facto de os professores e todos os trabalhadores não docentes serem considerados grupo prioritário na toma da vacina contra a Covid-19 - podendo fazer o reforço em regime de Casa Aberta entre as tardes de quinta-feira (6) e domingo (9) - mas lamentou que não tenha sido feita de forma "mais atempada" face ao início das aulas previsto para o dia 10.

A dirigente dos 'Verdes' apelou ainda a um reforço dos transportes públicos, referindo que na reunião no Infarmed foi defendida a redução da lotação destes transportes.

"Os portugueses para além de esperarem do Governo novas medidas ou outras medidas, aquilo que esperam é que o Governo dê todas estas respostas que são necessárias ao nosso dia-a-dia em segurança", rematou.

O Presidente da República não excluiu um "retoque legislativo" para facilitar a votação nas eleições de 30 de janeiro, afirmando que "é uma questão a ponderar" se isso é possível constitucionalmente e em tempo útil.

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