Vice-presidente do PSD diz que ministra da Saúde não tem condições para continuar no cargo

David Justino fala à TSF numa "desorientação" que está a transformar a pandemia "num pandemónio".

O vice-presidente do PSD defende que "há muito tempo que a ministra da Saúde não reúne as condições para continuar no cargo". No programa da TSF "Almoços Grátis", David Justino fala em "desorientação" e falta de sintonia entre os vários responsáveis da área da saúde.

"Já tivemos oportunidade de falar da dessintonia e da contradição entre vários responsáveis, a começar na Diretora-Geral da Saúde, na ministra, no secretário de Estado, mais o responsável da Administração Regional de Saúde de Lisboa, que não diz a bota com a perdigota. É uma confusão que permite transformar uma pandemia quase num pandemónio", sustenta.

Visão diferente tem o presidente do PS, Carlos César, que acredita que Marta Temido tem tido "um desempenho compatível com aquilo que se esperaria de um ministro da saúde nestas circunstâncias", ou seja, "em termos globais, a sua ação tem sido positiva e atenta nas questões que dependem do seu ministério".

Autarcas não podem ser "sindicatos de opinião"

Noutro plano, e na sequência das críticas do presidente da Câmara de Lisboa às autoridades de saúde regionais, o presidente do PS defende que, apesar de ser fundamental garantir um maior grau de eficiência e prontidão das autoridades no terreno, os autarcas "não são uma espécie de sindicatos de opinião" nem devem "agir como se fossem apenas vigilantes".

As instituições no terreno devem, por isso, colaborar com as autarquias, "porque as autarquias não são entes à parte" e têm "responsabilidades no terreno e na ação", ou seja, "são também sujeitos ativos neste processo".

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