"Voltaremos a ter problemas." Pedro Nuno Santos admite que Lisboa comece a recusar voos no próximo ano

Ministro das Infraestruturas e da Habitação reconhece que há um "problema estrutural" em torno do aeroporto de Lisboa.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, admitiu esta terça-feira que o aeroporto de Lisboa tenha de começar a recusar voos no próximo ano e assinala a necessidade de chegar a um consenso "alargado "para a construção de um novo aeroporto.

"Recusar voos este ano ainda não. No próximo ano provavelmente atingiremos o melhor ano de sempre e, provavelmente, voltaremos a ter problemas. Se conseguirmos ocupar as boxes que temos já não é mau", reconheceu Pedro Nuno Santos.

Para o ministro, a questão do aeroporto de Lisboa é "um problema estrutural". Agora espera que o plano de contingência apresentado pelo Ministério da Administração Interna, e que vai estar em funcionar em pleno no início de julho, "ajude alguma coisa".

"Temos um problema estrutural, precisamos rapidamente de um novo aeroporto e que o país seja capaz de um consenso alargado para a sua concretização. É preciso uma boa solução que permita, rapidamente, alargar a capacidade do país", acrescentou o ministro das Infraestruturas.

Também Carlos Moedas voltou a defender que "Lisboa precisa de um novo aeroporto".

"Temos de ter esse novo aeroporto. Esse novo aeroporto depende de uma escolha que é feita técnica e não política. Estaremos do lado da solução da construção do novo aeroporto. Essa é a decisão política: não deixar passar mais dez anos sem decidirmos. Temos de decidir", disse.

Os tempos de espera na área das chegadas do aeroporto de Lisboa ultrapassaram no domingo as três horas, devido à "insuficiência de recursos e de postos de controlo de fronteira SEF em funcionamento", disse a ANA Aeroportos.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) esclareceu esta segunda-feira que no domingo ocorreu no aeroporto de Lisboa um pico de passageiros nas chegadas, provenientes de cerca de 3.000 voos, o que provocou "demoras acentuadas no controlo de fronteira".

A inspetora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) Ana Vieira também frisou que as longas filas de espera no aeroporto de Lisboa refletem o aumento exponencial do turismo e uma infraestrutura desadequada para o número de passageiros.

"Muito honestamente, não estávamos preparados para este aumento exponencial de turismo e de passageiros, e a própria infraestrutura, como o senhor ministro da Administração Interna já disse, também não está adequada a esta realidade", disse a inspetora Ana Vieira em declarações aos jornalistas no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, na sequência de várias notícias que dão conta de longas filas e de horas de espera para os passageiros que chegam a Lisboa.

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