Saúde

Alfredo da Costa: Ministro diz que encerramento não implicará despedimentos

O ministro da Saúde escusou-se a comentar a polémica em torno do desconhecimento do primeiro-ministro acerca do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa no final do ano e garantiu que o fecho não implicará despedimentos.

«Não vou comentar. Fico preocupado com o ruído, mas não são essas as questões de substância», afirmou Paulo Macedo no Porto, à margem de uma cerimónia no âmbito do Dia Nacional de Luta contra a Paramiloidose, que hoje se assinala.

Em causa estava o embaraço gerado na sexta-feira no Parlamento quando o primeiro-ministro foi apanhado de surpresa com a data de encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), anunciada na noite anterior num comunicado da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) como indo ocorrer até dezembro.

Para Paulo Macedo, «o que é importante salientar é que a decisão de encerramento vem de há vários anos atrás» e só acontecerá «quando as coisas em termos técnicos estiverem preparadas».

A este propósito, o ministro garantiu que serão sempre, e «em primeiro lugar», salvaguardadas «as parturientes e os bebés», que dispõem de «atendimento de excelência noutras unidades em Lisboa, designadamente Santa Maria a S. Francisco Xavier».

Já relativamente aos funcionários da maternidade, o ministro garantiu que «não há qualquer intenção, pelo contrário, de haver qualquer problema relativo a desemprego».

Questionado pelos jornalistas relativamente à alteração das regras do subsistema ADSE (Direção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública), no âmbito do memorando assinado com a 'troika', Paulo Macedo admitiu que «há compromissos relativamente à ADSE nos quais se irá trabalhar», mas acrescentou que se trata de «uma iniciativa sobretudo do Ministério das Finanças, à qual o Ministério da Saúde dará a sua contribuição».

Em curso e com resultados previstos já nos próximos dois meses está, segundo adiantou, um «trabalho para harmonizar as tabelas junto dos convencionados».

«Até hoje a ADSE e o SNS junto de alguns convencionados praticavam preços diferentes, portanto há um trabalho de harmonização que está a ser feito», disse.

  COMENTÁRIOS