Inspeção da saúde abre processo para averiguação ao Hospital de Santa Maria

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde decidiu abrir o processo após um estudo indicar que o hospital de Lisboa está minado por interesses e lealdades a partidos, maçonaria e organizações católicas.

Fonte oficial disse à agência Lusa que esta averiguação será integrada num processo de auditoria que a Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) já tem a decorrer, a pedido do próprio ministro da Saúde, na sequência de denúncias do anterior diretor clínico do hospital, Miguel Oliveira e Silva.

No estudo, encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, é dito que o Hospital de Santa Maria, o maior do país, está minado por uma teia de interesses e lealdades a partidos políticos, à maçonaria e organizações católicas.

Entretanto, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, sem se pronunciar concretamente sobre o conteúdo do estudo indicou hoje que "o conselho de administração do hospital está ainda analisar o assunto".

Também o Opus dei enviou um comunicado à TSF onde recusa e "desmente categoricamente" as conclusões do estudo.

A investigação "Valores, Qualidade Institucional e Desenvolvimento em Portugal" avaliou o funcionamento de seis entidades (Autoridade Tributária; EDP; ASAE; CTT; Bolsa de Valores; e Santa Maria) e concluiu que, ao nível da corrupção, a situação é particularmente preocupante no hospital público.

O estudo sobre o Santa Maria diz mesmo que "a corrupção de pequena escala permeia a instituição no seu todo", uma realidade que se deve, em grande parte, ao facto de interesses públicos e privados se entrecruzarem dentro do hospital e à presença de forças externas, políticas e até religiosas".

O trabalho cita mesmo influências da Maçonaria, do Opus Dei e dos partidos políticos, numa "proliferação, dentro da organização, de pequenos 'territórios [poderes], criados por diversos grupos de interesses".

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