Portugal

Medidas na Saúde podem ter contribuído para alta na taxa da mortalidade

Para Mário Jorge Santos, poderão existir mais razões para além do frio e gripe que justifiquem a actual alta taxa de mortalidade. Constantino Sakellarides levanta a hipótese da falta de dinheiro.

O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública considera que o impacto de algumas medidas políticas na área da Saúde poderão também ter contribuído para uma taxa de mortalidade acima da média.

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Embora admita que a mortalidade nas pessoas idosas aumente nos próximos anos com as alterações demográficas, Mário Jorge Santos diz que poderá haver mais razões para além do frio e da gripe que justifiquem esta alta taxa de mortalidade.

Mário Jorge Santos lembra o «aumento brutal das taxas moderadoras», muito embora «reserve melhor opinião para um estudo mais aprofundado».

Constantino Sakellarides, que integra o Observatório Português de Sistemas de Saúde, diz que a falta de dinheiro também pode ajudar a explicar o actual pico de mortalidade.

Também ouvido pela TSF, este ex-director-geral de Saúde recordou um estudo recente que «revela que a população portuguesa é, na Europa, das que tem mais dificuldades em manter a sua casa quente».

«O facto de as pessoas viverem com mais dificuldade, a electricidade estar mais cara, haver mais dificuldade em aquecer as casas, haver mais dificuldade em ter acesso ao medicamento e saúde são hipóteses plausíveis eventualmente», acrescentou.