Ministro da Saúde promete decisão sobre presidente do INEM para o final do mês

O relatório da Inspeção-geral da Saúde sobre a conduta do presidente do INEM já está nas mãos do ministro da Saúde, mas Paulo Macedo não tomou ainda qualquer decisão. O documento está a ser avaliado pelos juristas do ministério.

Em causa está o alegado desvio de uma ambulância com uma doente prioritária que, segundo um sindicato do INEM, terá ocorrido para que a mulher do presidente do instituto entrasse a horas no hospital onde trabalha. A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu uma investigação e, em finais de julho, o ministro da Saúde prometeu uma decisão "em breve". Esta tarde o ministro assumiu "o rigor com os prazos" e prometeu tomar uma decisão "até final do mês".

Paulo Macedo falava à margem da inauguração da Unidade de Cuidados Continuados de Vila Nova de Paiva e comentou ainda o relatório semestral sobre o sector empresarial do Estado. A Saúde foi onde se verificou um maior aumento dos prejuízos, com os centros hospitalares de Lisboa Norte e Lisboa Central a contribuírem com 25,4 milhões de euros e 18,4 milhões de euros, respetivamente, de prejuízos.

O ministro da Saúde diz que "até ao final do ano as contas serão equilibradas e mostrarão um resultado antes de amortizações (EBITDA) positivo mas Paulo macedo justificou a derrapagem com "os gastos com a compra do novo medicamento para a hepatite que respondem, antes da negociação com a indústria farmacêutica, por 50 milhões de euros".

O ministro comentou ainda a greve dos enfermeiros e avisou que "é impossível haver negociação sobre suplementos ou de salários". Paulo Macedo considera que a greve "tem um intuito político face à proximidade das eleições" e exortou o Sindicato dos Enfermeiros a aceitar a proposta que lhes foi apresentada.

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